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sábado, 9 de abril de 2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS




MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS

Manuel Antônio de Almeida.

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Iniciando leitura de mais um gratuito...
Google Livros tem quase 100 clássicos para você baixar e ler no Smartphone, tablet ou notebook.
Você pode fazer notas; sublinhar; marcar frases; ver significado das palavras; usar marcadores... e acompanhar simultaneamente sua leitura em mais de um dispositivo.
Uma experiência quase igual ao ato de ler impresso.
Experimente!
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OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br


quinta-feira, 31 de março de 2016

TRILOGIA DE MACHADO DE ASSIS

 MACHADO DE ASSIS

TRILOGIA DE MACHADO DE ASSIS

Vamos ler?



https://pt.wikipedia.org/wiki/Trilogia_Realista

"A crítica moderna chama de trilogia realista os três romances que marcaram um novo estilo na obra de Machado de Assis, a saber Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891) e Dom Casmurro (1899), e que decisivamente também inovaram a literatura brasileira, introduzindo o Realismo no Brasil e precedendo outros elementos da literatura contemporânea.

Embora seja chamada de "realista", os críticos não deixam de notar que a riqueza de gêneros e elementos nessas obras também adere resíduos do Romantismo e impressionistas. Além disso, nessas obras Machado de Assis não compactua com o esquematismo determinista dos realistas, nem procura causas muito explícitas ou claras para a explicação das suas personagens e situações. Para os críticos, os três livros asseguraram ao autor o acesso à posteridade, além de serem considerados por alguns como os melhores de toda a sua obra".

sábado, 19 de março de 2016

RUBIÃO ME LEMBROU RUBÃO

QUINCAS BORBA - M. de Assis

RUBIÃO ME LEMBROU RUBÃO



Dizem que ler é viajar. Fazer uma viagem para lugares nunca antes navegado!
Hoje, após iniciar a leitura do livro QUINCAS BORBA, logo eu seu primeiro parágrafo surge um dos personagens - o Rubião.
Nem uma página. Nem um capítulo. E uma viagem às reminiscências trouxe à lembrança o seguinte fato.



Chegamos ao local do acampamento onde passaríamos cinco dias. Logo as tarefas foram distribuídas por turmas. Coube a mim e a outros três a gloriosa tarefa de montar a cozinha e adiantar o primeiro almoço. Quem sabe um lanche fosse antecipado para saciar a fome daquela tropa em agitação?

Os personagens, muitos, diversificados de interesses e aparências, tinham em comum uma faixa de idade. Todos menos um: Rubão. Derivado de seu nome - Rubens.

Esse era adulto sem a aparência amadurecida. Trazia um sorriso engessado ao rosto. Esse sorriso constante denunciava que Rubão portava uma divergência entre a sua idade física e a mental. Era uma criança em um corpo adulto.

Não causava qualquer incômodo. Era pacífico, falava pouco e com dificuldade, embora fosse tranquilo entender suas falas. Bastava um pouco de interesse. Tudo acompanhado do sorriso bobo.

Na agitação da montagem do acampamento, barracas, cozinha, sanitário, área para uma grande fogueira, definição do melhor lugar para um campo de futebol, dentre outras tarefas, Rubão mantinha-se acocorado ou sentado em algum canto. Onde fosse possível.

As coisas caminhavam até porque o interesse era coletivo e compartilhado. E rapidamente os resultados apareciam. Já notava-se, em poucas horas o formato que pretendíamos alcançar.

Apesar de contar com pessoas responsáveis e igualmente experientes em acampamentos nas mais variadas condições, eu não deixava de passar olhos no agito geral. Haveriam toques e apartes necessários a despeito das tarefas que me cabiam; a mim e a minha equipe de cozinha.

Tipo: lona posta como toldo/cobertura. Mesa de paus improvisada. Mantimentos arrumados. Água sendo providenciada - para beber e cozinhar. Lenha para o cozimento sendo separada e trazida para perto. Preparação das duas primeiras refeições - um lanche e o almoço. Tudo corria sem maiores dificuldades.

Foi num olhar em derredor que percebi o Rubão acocorado com um pedaço papelão; coisa de uma parte da tampa de uma caixa. Rabiscava com um pedaço de carvão. Não demonstrava qualquer isolamento ou necessidade particular.

Após algum tempo decorrido e como essa posição e atitude concentrada dele não fora alterada, por curiosidade e preocupação aproximei-me de Rubão.

Não sem um espanto agradável, de uma surpresa única, ele estivera por um bom tempo desenhando o cenário do acampamento com uma precisão fotográfica.

Saía num quarto de papelão um quadro realístico do que estávamos, como dizer, montando.

Ele apenas sorria a tudo. Convoquei a todos para partilhar do mesmo espanto.

Não conhecíamos aquela capacidade do Rubão. Era um bom desenhista e pintor.

E ele seguia apenas sorrindo... como se tudo fosse apenas uma única coisa a ser experimentada.


OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 11 de março de 2016

SOBRE DOM CASMURRO




Se você leu DOM CASMURRO - MACHADO DE ASSIS, muito possivelmente ficou com essa dúvida cruel:

Ezequiel era filho de Bento, que foi apenas um doente ciumento ou de Escobar, o amigo traidor?
Qual a sua impressão sobre esse fato? 
Não é o que você pensa, o que você faria, e sim, o que você infere da narrativa do Bento no curso do romance...

Aguardo seu comentário...


OZEAS CB RAMOS

sábado, 6 de fevereiro de 2016

LENDO LIVROS GRATUITOS DO GOOGLE NO CELULAR

GOOGLE PLAY LIVROS
É necessário ter uma conta no Google.

LENDO OS LIVROS GRATUITOS DO GOOGLE NO CELULAR

Clássicos da Literatura Brasileira

Mais de 90 livros grátis para baixar/ler no Celular, Tablet e Notebook.


RECURSOS QUE PODEM ELIMINAR A RESISTÊNCIA DE LER NO CELULAR



EXEMPLO: LIVRO - A CONQUISTA

Após montar a sua Biblioteca você pode começar a leitura. E essa leitura vai proporcionar quase a mesma experiência daquela que fazemos com o livro físico nas mãos.
Vejamos...



Após tocar e abrir um dos livros da biblioteca, nesse caso A Conquista - Coelho Neto.




Começamos a leitura...


Veja uma mudança de página como livro sendo folheado...




Podemos ver o significado de uma palavra tocando e segurando sobre a mesma. Caso o dicionário tenha o termo ele exibirá seu significado.


Com o mesmo comando, tocar e segurar, você poderá usar marcadores de texto.
No exemplo eu tenho usado uma cor para palavras que o dicionário não retorna significado (LARANJA) para procurar o significado em um dicionário, e, marcando em (AZUL) as palavras que ele retorna.




É possível selecionar trechos ou palavras e acrescentar notas pessoais.




Depois visualizá-las no menu. Todas as seleções e notas indicarão a página em que foram marcadas.




Para não se perder na leitura é possível adicionar marcadores (como marcadores de texto).





Começada a leitura pode-se facilmente trocar de aparelho (celular, tablet ou notebook) que o Google grava e sincroniza a sequência de leitura, marcações e notas.

Aproveite os muitos minutos livres que você tem durante seu dia a dia para acrescentar mais leitura à sua vida!


OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

KINDLE - VAMOS LER GRÁTIS?









VAMOS LER!


Após instalar o aplicativo da AMAZON que a minha filha indicou (segundo ela a AMAZON faz entregas em três dias) ganhei R$ 5,00 para comprar na loja.
Adquiri um livro digital - A VIDA QUE VALE A PENA VIVER - Clóvis de Barros Filho e Arthur Neucci.

Existem títulos gratuitos que podem ser baixados.



Seja aproveitando as promoções, comprando e recebendo em casa, pedindo emprestado, comprando na loja... VAMOS LER!!!

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OZEAS CB RAMOS
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

POR QUE LITERATURA NACIONAL




"A cachorra Baleia estava para morrer".




Por que se deve ler clássicos da literatura? Digo, clássicos da literatura nacional, brasileiríssima, da terra...???
Leia o nono capítulo* do livro Vidas secas - Graciliano Ramos, capítulo sobre a "cachorra Baleia" (cachorra mesmo e com B maiúsculo)... e, se você não captar o porque ler nossa literatura como prioridade, se você não ficar impactado pela beleza da nossa escrita e narrativa, se você terminar o capítulo que é curtíssimo e não sentir um orgulho desgraçado de ser brasileiro, se você não sentir vontade compulsiva por ler todo o livro...

...


OZEAS CB RAMOS

www.rascunho1966.blogspot.com.br




*
BALEIA



A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida.

Por isso Fabiano imaginara que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e amarrara-lhe no pescoço um rosário de sabugos de milho queimados. Mas Baleia, sempre de mal a pior, roçava-se nas estacas do curral ou metia-se no mato, impaciente, enxotava os mosquitos sacudindo as orelhas murchas, agitando a cauda pelada e curta, grossa nas base, cheia de moscas, semelhante a uma cauda de cascavel.

Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito.

Sinhá Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que adivinhavam desgraça e não se cansavam de repetir a mesma pergunta:

- Vão bulir com a Baleia?

Tinham visto o chumbeiro e o polvarinho, os modos de Fabiano afligiam-nos, davam-lhes a suspeita de que Baleia corria perigo.

Ela era como uma pessoa da família: brincavam juntos os três, para bem dizer não se diferenciavam, rebolavam na areia do rio e no estrume fofo que ia subindo, ameaçava cobrir o chiqueiro das cabras.

Quiseram mexer na taramela e abrir a porta, mas sinhá vitória levou-os para a cama de varas, deitou-os e esforçou-se por tapar-lhes os ouvidos: prendeu a cabeça do mais velho entre as coxas e espalmou as mãos nas orelhas do segundo. Como os pequenos resistissem, aperreou-­se e tratou de subjugá-los, resmungando com energia.

Ela também tinha o coração pesado, mas resignava-se: naturalmente a decisão de Fabiano era necessária e justa. Pobre da Baleia. 

Escutou, ouviu o rumor do chumbo que se derramava no cano da arma, as pancadas surdas da vareta na bucha. Suspirou. Coitadinha da Baleia.

Os meninos começaram a gritar e a espernear. E como sinhá Vitória tinha relaxado os músculos, deixou escapar o mais taludo e soltou uma praga: 

- Capeta excomungado.

Na luta que travou para segurar de novo o filho rebelde, zangou-se de verdade. Safadinho. Atirou um cocorote ao crânio enrolado na coberta vermelha e na saia de ramagens.

Pouco a pouco a cólera diminuiu, e sinhá Vitória, embalando as crianças, enjoou-se da cadela achacada, gargarejou muxoxos e nomes feios. Bicho nojento, babão. Inconveniência deixar cachorro doido solto em casa. Mas compreendia que estava sendo severa demais, achava difícil Baleia endoidecer e lamentava que o marido não houvesse esperado mais um dia para ver se realmente a execução era indispensável.

Nesse momento Fabiano andava no copiar, batendo castanholas com os dedos. Sinhá Vitória encolheu o pescoço e tentou encostar os ombros às orelhas. Como isto era impossível, levantou um pedaço da cabeça.

Fabiano percorreu o alpendre, olhando as barúna e as porteiras, açulando um cão invisível contra animais invisíveis:

-Ecô! ecô!

Em seguida entrou na sala, atravessou o corredor e chegou à janela baixa da cozinha. Examinou o terreiro, viu Baleia coçando-se a e esfregar as peladuras no pé de turco, levou a espingarda ao rosto. A cachorra espiou o dono desconfiada, enroscou-se no tronco e foi-se desviando, até ficar no outro lado da árvore, agachada e arisca, mostrando apenas as pupilas negras. Aborrecido com esta manobra, Fabiano saltou a janela, esgueirou-se ao longo da cerca do curral, deteve-se no mourão do canto e levou de novo a arma ao rosto. Como o animal estivesse de frente e não apresentasse bom alvo, adiantou-se mais alguns passos. Ao chegar às catingueiras, modificou a pontaria e puxou o gatilho. A carga alcançou os quartos de Baleia, que se pôs latir desesperadamente.

Ouvindo o tiro e os latidos, sinhá Vitória pegou-se à Virgem Maria e os meninos rolaram na caca chorando alto. Fabiano recolheu-se. 

E Baleia fugiu precipitada, rodeou o barreiro, entrou no quintalzinho da esquerda, passou rente aos craveiros e às panelas de losna, meteu-se por um buraco da cerca e ganhou o pátio, correndo em três pés. Dirigiu-se ao copiar, mas temeu encontrar Fabiano e afastou-se para o chiqueiro das cabras. Demorou-se aí por um instante, meio desorientada, saiu depois sem destino, aos pulos.

Defronte do carro de bois faltou-lhe a perna traseira. E, perdendo muito sangue, andou como gente em dois pés, arrastando com dificuldade a parte posterior do corpo. Quis recuar e esconder-se debaixo do carro, mas teve medo da roda.

Encaminhou-se aos juazeiros. Sob a raiz de um deles havia uma barroca macia e funda. Gostava de espojar-se ali: cobria-se de poeira, evitava as moscas e os mosquitos, e quando se levantava, tinha as folhas e gravetos colados às feridas, era um bicho diferente dos outros. Caiu antes de alcançar essa cova arredada. Tentou erguer-se, endireitou a cabeça e estirou as pernas dianteira, mas o resto do corpo ficou deitado de banda. Nesta posição torcida, mexeu-­se a custo, ralando as patas, cravando as unhas no chão, agarrando-se nos seixos miúdos. Afinal esmoreceu e aquietou-se junto às pedras onde os meninos jogavam cobras mortas. Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano. Realmente não latina: uivava baixinho, e os uivos iam diminuindo, tomavam-se quase imperceptíveis.

Como o sol a encandeasse, conseguiu adiantar-se umas polegadas e escondeu-se numa nesga de sombra que ladeava a pedra.

Olhou-se de novo, aflita. Que lhe estaria acontecendo? O nevoeiro engrossava e aproximava­se. 

Sentiu o cheiro bom dos preás que desciam do morro, mas o cheiro vinha fraco e havia nele partículas de outros viventes. Parecia que o morro se tinha distanciado muito. Arregaçou o focinho, aspirou o ar lentamente, com vontade de subir a ladeira e perseguir os preás, que pulavam e corriam em liberdade.

Começou a arquejar penosamente, fingindo ladrar. Passou a língua pelos beiços torrados e não experimentou nenhum prazer. O olfato cada vez mais se embotava: certamente os preás tinha fugido.

Esqueceu-os e de novo lhe veio o desejo de morder Fabiano, que lhe apareceu diante dos olhos meio vidrados, com um objeto esquisito na mão. Não conhecia o objeto, mas pôs-se a tremer, convencida de que ele encerrava surpresas desagradáveis. Fez um esforço para desviar-se daquilo e encolher o rabo. Cerrou as pálpebras pesadas e julgou que o rabo estava encolhido. Não poderia morder Fabiano: tinha nascido perto dele, numa camarinha, sob a cama de varas, e consumira a existência em submissão, ladrando para juntar o gado quando o vaqueiro batia palmas.

O objeto desconhecido continuava a ameaçá-la. Conteve a respiração, cobriu os dentes, espiou o inimigo por baixo das pestanas caídas. Ficou assim algum tempo, depois sossegou. Fabiano e a coisa perigosa tinham-se sumido.

Abriu os olhos a custo. Agora havia uma grande escuridão, com certeza o sol desaparecera. Os chocalhos das cabras tilintaram para os lados do rio, o fartum do chiqueiro espalhou-se pela vizinhança.

Baleia assustou-se. Que faziam aqueles animais soltos de noite? A obrigação dela era levantar-se, conduzi-los ao bebedouro. Franziu as ventas, procurando distinguir os meninos. Estranhou a ausência deles.

Não se lembrava de Fabiano. Tinha havido um desastre, mas Baleia não atribuía a esse desastre a importância em que se achava nem percebia que estava livre de responsabilidades.

Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinhá Vitória guardava o cachimbo.

Uma noite de inverno, gelada e nevoenta, cercava a criaturinha. Silêncio completo, nenhum sinal de vida nos arredores. O galo velho não cantava no poleiro, nem Fabiano roncava na cama de varas. Estes sons não interessavam Baleia, mas quando o galo batia as asas e Fabiano se virava, emanações familiares revelavam-lhe a presença deles. Agora parecia que a fazenda se tinha despovoado.

Baleia respirava depressa, a boca aberta, os queixos desgovernados, a língua pendente e insensível. Não sabia o que tinha sucedido. O estrondo, a pancada que recebera no quarto e a viagem difícil no barreiro ao fim do pátio desvaneciam-se no seu espírito.

Provavelmente estava no cozinha, entre as pedras que serviam de trempe. Antes de se deitar, sinhá Vitória retirava dali os carvões e a cinza, varria com um molho de vassourinha o chão queimado, e aquilo ficava um bom lugar para cachorro descansar. O calor afugentava as pulgas, a terra se amaciava. E, findos os cochilos, numerosos preás corriam e saltavam, um formigueiro de preás invadia a cozinha.

A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia. Do outro peito para trás era tudo insensibilidade e esquecimento. Mas o resto do corpo se arrepiava, espinhos de mandacaru penetravam na carne meio comida pela doença.

Baleia encostava a cabecinha fatigada na pedra. A pedra estava fria, certamente sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo.

Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.

RAMOS, Graciliano. Vidas secas, 98ªed. Rio de Janeiro: Record. 2005. p. 85-91.


Lendo GRACILIANO RAMOS - VIDAS SECAS




Lendo

GRACILIANO RAMOS - VIDAS SECAS


É impossível passar imune pelo sertão. Alguma marca ele deixa na alma de quem o experimenta. Mesmo que essa experiência seja de passagem (numa viagem)...

Eu amo o sertão. Dessas identificações que a gente fica pensativo e achando que nasceu no lugar errado (sou do Recôncavo - Santo Antonio de Jesus-BA).

A vida do sertanejo, sua luta, resistência obstinada ante o castigo frequente da seca, estrategicamente mantida por inescrupulosos programas políticos... de "gente" que se perpetua no poder à custa do sofrimento de um povo belo de alma!


SECA
OZEAS CB RAMOS

A estiagem causticante
Não mata de sede o bode e o carneiro,
Não seca plantas e raízes,
Não deixa sem alimento a vaca e a carijó,
Nem destrói a alma do sertanejo
Quem perde com a seca
E perde a vida é a terra.
É ela que mata a sede com suas aguadas
Que sacia a fome com suas sementes e raízes
E mitiga o sofrimento do caboclo.
Todos eles: plantas, animais e gente
Vendo a terra sofrer
Morrem em solidariedade a ela.

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Recomendo verem esse vídeo de um Canal no Youtube com uma resenha do livro:









OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

LIVROS - RECOMENDO




3. LIVRO - O ÓCIO CRIATIVO

Domenico de Masi


Imagem da Net


2. LIVRO - ELOGIO DA LOUCURA

Erasmo de Roterdã
Escrito por volta de 1500 d.c

Imagem da Internet


1. LIVRO - ALEXANDRE E OUTROS HERÓIS

Graciliano Ramos


http://rascunho1966.blogspot.com.br/2015/12/livro-alexandre-e-outros-herois.html






segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

COLEÇÃO PARA GOSTAR DE LER - Crônicas, contos e poemas


Crônicas, contos e poemas


Muitos de nós aventureiros nesse universo da leitura iniciamos esse saudável hábito com a coleção PARA GOSTAR DE LER - Crônicas, contos e poemas. Uma série de livros chamados paradidáticos.



Essa coleção está bem explanada no seguinte endereço (citado com permissão/e-mail do autor Henrique Fendrich). Clique no link abaixo para saber mais...





OZEAS CB RAMOS

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

4 LIVRO - A CONQUISTA - Coelho Neto

Coelho Neto - Imagem da NET

Livro A conquista - 1899


COELHO NETO


Henrique Maximiano Coelho Neto (Caxias-MA, 21 de fevereiro de 1864 — Rio de Janeiro-RJ, 28 de novembro de 1934).


Destaque:

A CONQUISTA - trecho do livro.



"- E tenciona viver das letras? - perguntou assombrado. O estudante encolheu os ombros com resignação e o outro irrompeu: - Pois meu amigo, aceite os meus pêsames. E, inclinando-se, rugiu ao ouvido de Anselmo: - Cure-se! Não vá para um convento, vá para o hospício. Cure-se enquanto é tempo. Neste país viçoso a mania das letras é perigosa e fatal. Quem sabe sintaxe aqui é como quem tem lepra. Cure-se! Isto é um país de cretinos, de cretinos! Convença-se. 

É a Frígia do tempo de Midas: só vence quem tem orelhas. Olhe, se eu me debruçasse a um dos camarotes desta barraca e bradasse: "Que se conservem neste recinto os que sabem gramática", o teatro ficava vazio. Letras, só as de câmbio, convença-se. Olhe, temos aqui um exemplo. Estão conosco dois poetas e um carne seca, compare-os! Os poetas são lívidos, o carne seca, tressua ádipe e saúde. Por que? Porque o carne seca, que é aqui o nosso amigo Motta, tem todos os regalos: come como uma traça, bebe como um abismo, dorme como a Justiça e gasta como o diabo que o carregue! Ah! meu amigo, para temperar a vida, que é um prato difícil, não bastam os louros da glória. Olhe o nosso Motta: é o leão e nós? Somos os chacais".


Algumas obras:
Rapsódias, contos (1891)
Sertão (1896)
A Capital Federal (Impressões de um Sertanejo), romance (1893)

A descoberta da Índia, narrativa histórica (1898)
A Conquista, romance (1899)
Turbilhão, romance (1906)
Rei Negro, romance (1914)
Mano, Livro da Saudade, (1924)
Contos da vida e da morte, contos (1927)
A Cidade Maravilhosa, contos (1928).


Lista de obras do autor: CLIQUE AQUI.

Maiores informações sobre Coelho Neto - Wikipedia: Clique aqui.
Vejam aqui mais de 90 livros gratuitos de diversos autores - Clique Aqui.



UM EXEMPLO DO VOCABULÁRIO DO AUTOR - Trecho do livro
Tantas vezes combatido por esse uso..


"A rua do Ouvidor, sem movimento, tinha  o 
aspecto desolado de viela abandonada. As ruas do Rio de Janeiro, como as de Paris, segundo Balzac, têm qualidades e vícios humanos: há ruas estróinas e há ruas pacatas, ruas ativas e ruas negligentes, ruas devassas e ruas honestas, umas cujos nomes andam constantemente em notas policiais, outras que são citadas nas descrições elegantes.

A rua do Senhor dos Passos é imoral e imunda, a sua linguagem é torpe, o seu vestuário indecoroso, as suas maneiras insólitas, o seu cheiro nauseabundo, é uma rua que se enfeita com alecrim e arruda e embebeda-se com cachaça, tem hábitos vis de xadrez e de tasca. Por mais que se arreie vê-se-lhe sempre a imundície e a pústula; por mais que se esfregue sente-se-lhe sempre o fortum.

A rua Sete de Setembro é uma delambida rameira que estropia a língua do país e escandaliza a moral; o seu colo tem placas, os seus lábios mostram a devastação fagedênica, o seu hálito envenena. Tais ruas são como essas flores noctilucas que só desabotoam à noite e expandem o seu aroma; durante o dia caladas, entorpecidas modorram em flácido e derreado abandono, bocejando.

A rua da Conceição é desconfiada, como que tem sempre o olhar à espreita, a navalha à mão, o pé ligeiro pronto para saltar e fugir. Não fala — murmura, cochicha, em gíria arrevesada. E maltrapilha e zambra, arrasta andrajos e oscila.

A praia de Santo Cristo tem o aspecto sadio de uma varina, criada livremente, à fresca e salitrada aragem marinha, diante da vaga, sempre a coser os panos das velas, abrindo-as ao vento ou compondo as malhas das redes que um repelão mais forte do peixe, no mar fundo, rompera em noite farta. A sua linguagem é rude como o fragor da onda na rocha, o seu olhar é límpido e seguro como o do mareante; tresanda à maresia. A sua força é a do vagalhão. Calma, tem o encanto da água serena em noites de luar, mas quando se insurge alvoroçada, quando se põe de pé, brandindo facas agudas e croques, remos e velhas bancadas de canoas roídas pela onda, esquecidas junto às dunas, apodrecendo ao tempo, tem a fúria irreprimível do mar tempestuoso.

A rua Haddock Lobo, com o seu ar repousado e feliz de velha senhora abastada, que dormita à sombra de árvores, entre crianças gazis e flores recendentes, digerindo, em sossego beato, sem cuidados, sem achaques, é calma e transmite ao espírito suavíssima ideia de descanso espiritual e de corpo, no imperturbável silêncio das suas aléias no frescor das suas finas águas correntes.

A rua do Ouvidor é trêfega. Durante o dia toda ela é vida e atividade, faceirice e garbo; é hilare e gárrula; aqui, picante; além ponderosa; sussurra um galanteio e logo emite uma opinião sisuda, discute os figurinos e comenta os atos políticos, analisa o soneto do dia e disseca o último volume filosófico. Sabe tudo — é repórter, é  lanceuse,  é corretora, é crítica, é revolucionária. Espalha a notícia, impõe o gosto, eleva o câmbio, consagra o poeta, depõe os governos, decide as questões à palavra ou a murro, à tapona ou a tiro e, à noite, fatigada e sonolenta, quando as outras mais se agitam, adormece. Ouve-se apenas o rumor constante dos prelos nas oficinas dos jornais. É a rua que digere a sua formidável alimentação diária para, no dia seguinte, pela manhã, espalhar pelo país inteiro a substância que compõe a nutrição do grande corpo, cada parte para o seu destino. Para o cérebro: as idéias que são os incidentes políticos e literários e as descobertas científicas, essas ficam com a casta dos intelectuais; o sentimento para o coração, que é a mulher; essa tem o romance e a esmola, o lance dramático e a obra de misericórdia; o movimento dos portos e das gares para o ventre e para os braços do povo que devora e do comércio que abastece e o resíduo que rola, parte para os cemitérios, parte para os presídios mortos e condenados. Outros que analisem a carta completa da cidade, eu fico nesta exposição".


OUTROS LIVROS:

1 LIVRO
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

LIVRO - A SOMA E O RESTO - FHC


Li A SOMA E O RESTO- um olhar sobre a vida aos 80 anos

do Fernando Henrique Cardoso.

Ótimo para uma leitura contemplativa, relaxada, pois não foi escrita do ponto de vista erudito, e sim por um homem cuja maturidade ao completar 80 anos o leva a conhecer além do raio que o cerca.




OZEAS CB RAMOS
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domingo, 27 de dezembro de 2015

LIVRO - ALEXANDRE E OUTROS HERÓIS

Imagem da Net




ALEXANDRE E OUTROS HERÓIS

Graciliano Ramos


“No sertão do Nordeste vivia antigamente um homem cheio de conversas, meio caçador e meio vaqueiro, alto, magro, já velho, chamado Alexandre. Tinha um olho torto e falava cuspindo a gente, mas isso não impedia que os moradores da redondeza, até pessoas de consideração, fossem ouvir as histórias fanhosas que ele contava."

Alexandre é vaqueiro contador de histórias inverossímeis. Como o conhecido personagem de Chico Anysio - o Pantaleão!


VIDEO DA TV SUL
https://www.youtube.com/watch?v=t0lKPqvXVyQ


Alexandre e Outros Heróis é o nome de um livro que foi dado à reunião de três obras do escritor brasileiro Graciliano Ramos: Histórias de Alexandre (contos do folclore infanto-juvenil), Pequena História da República (sátira à história do Brasil, inédita até então) e A Terra dos Meninos Pelados (infantil). O livro Alexandre e Outros Heróis foi reeditada postumamente, em 1962.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_e_Outros_Her%C3%B3is


A Rede Globo exibiu a comédia com texto de Luís Alberto de Abreu e do diretor Luiz Fernando Carvalho, uma adaptação de dois contos do escritor alagoano Graciliano Ramos: “O olho torto de Alexandre” e “A morte de Alexandre”.
http://globotv.globo.com/rede-globo/rede-globo/v/alexandre-e-outros-herois-assista-a-cenas-do-especial-da-globo/3010533/.



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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

3 LIVRO - CAROLINA - Casimiro de Abreu


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CASIMIRO DE ABREU

Casimiro José Marques de Abreu (Silva Jardim, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860)


Do livro Carolina, página 4:

"Ai! um sorriso que se desprendesse dos lábios formosos daquela virgem, mataria de amores um homem! Um olhar meigo e terno que brilhasse por entre aquelas pestanas aveludadas, venceria o mundo"!


Destaque:

MEUS OITO ANOS
As primaveras - 1859

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!



Algumas obras:

Carolina, romance, (1856)
A Cabana (1858)
Camões e o Jau (1856)



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1 LIVRO
2 LIVRO


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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

2 LIVRO - CANTOS DA SOLIDÃO - Bernardo Guimarães



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Bernardo Guimarães

(Bernardo Joaquim da Silva Guimarães)
Ouro Preto - MG, em 15 de agosto de 1825,
e faleceu na mesma cidade, em 10 de março de 1884.



Poema Esperança:


...
A cismar com o futuro
A alma de sonhar não cansa,
E de sonhos se alimenta,
Bafejada da esperança.
...



Destaque:

Escrava Isaura - 1875





Algumas obras:

Cantos da solidão (1852);
O ermitão de Muquém (1868);
O garimpeiro (1872);
O seminarista (1872);
A escrava Isaura (1875).


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OUTROS LIVROS:
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

GLOSSÁRIO - PRIMEIROS CANTOS - Gonçalves Dias


40 palavras/significados

GLOSSÁRIO - PRIMEIROS CANTOS - Gonçalves Dias



1. Acerbo - de sabor acre; azedo, ácido.
2. Acicates - espora antiga somente constituída por uma ponta de ferro.
3. Albor - Amanhecer, princípio.
4. Almo - que alenta; benigno, vivificante, benéfico.
5. Anhangá - ente que protege os animais, sobretudo os mais indefesos.
6. Archote - tocha de esparto breado; facho.
7. Bufarinheiro - Vendedor ambulante de bugigangas.
8. Carpido - cuja perda é muito sentida; pranteado, lamentado.
9. Crebo = frequente, amiudado, repetido.
10. Descrido - o mesmo que descrente.
11. Ditirambo - poema, muito em voga no Arcadismo, em que se exalta um feito ou uma pessoa.
12. Egrégia - notável, eminente, admirável.
13. Endechas - Poesia fúnebre e triste; canção melancólica.
14. Esquálido - que aparenta desnutrição em alto grau; pálido, depauperado, magro, macilento.
15. Estrujo - Atroar, vibrar fortemente, estrondear, produzir som agudo.
16. Exangue - que ficou sem sangue; debilitado.
17. Fagueira - qe afaga; que é meigo; suave.
18. Falua - embarcação a vela ou movida por 20 ou mais remos.
19. Gardingo - nobre visigodo que exercia altas funções na corte dos príncipes.
20. Igara - Canoa inteiriça, feita de casca de árvore.
21. Infanção - antigo título de nobreza, inferior a fidalgo ou a rico-homem.
22. Infesto - que faz mal; nocivo, pernicioso, prejudicial.
23. Lânguido - característico do que é doente; mórbido, doentio.
24. Lutuosa - Triste; lúgubre; fúnebre.
25. Marulhosa - barulhenta; ruidosa.
26. Níveo - que tem a cor da neve; branco, nevado.
27. Óbolo - pequeno donativo feito aos pobres; esmola.
28. Onagro - jumento selvagem.
29. Pejes - carregues; enchas; estorves; hesites; receies; vaciles
30. Pipilar - Sons das aves.
31. Praino - Planície.
32. Prear - Agarrar, prender, conquistar.
33. Sanhudo - que provoca medo; temível, terrível.
34. Soído - som, rumor, murmúrio.
35. Tépido - um tanto quente, morno.
36. Tredo = Falso, traiçoeiro, traidor.
37. Tropel - grande número de pessoas ou animais movendo-se desordenadamente.
38. Truão - pessoa que diverte as outras; palhaço, saltimbanco.
39. Udibunda - que demonstra pudor.
40. Vagido - choro dado pelo bebê logo após o parto.

Fonte: Dicio (internet).


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

LIVROS QUE RECEBI EMPRESTADO


Volumes que recebi emprestado e com todas as recomendações de cuidado extremo, zelo e devolução obrigatória...

Filhos, porque tê-los... Sempre digo que era melhor punhetê-los... Mas aí ...

Dá nisso... "CUIDADO! NÃO ABRA MUITO, SE POSSÍVEL NEM RESPIRE AO LER"...

  1. O Príncipe - Maquiavel 
  2. Antes e depois de Sócrates - Cornford 
  3. As aventuras de Sherlock Holmes - Doyle 
  4. Ética à Nicômaco - Aristóteles 
  5. Princípios do Conhecimento Humano - Berkeley



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