terça-feira, 3 de maio de 2016

UM SABOR PARA JAMAIS ESQUECER



UM SABOR PARA JAMAIS ESQUECER:

Galeto na brasa, baião de dois e cajuína!


Fiz andanças. Corri freguesia em pelo menos metade desse país. Como dizem: andei por aí. Viajar é um dos prazeres que encontrei na vida. Não escolho destino, tive oportunidade, lá vou eu.

Das lembranças boas numa dessas carreiras pelas estradas cheguei a Fortaleza. Com pouca grana para extravagâncias, definimos (com amigos) que iríamos apertar o cinto (leia bolso) para com alguma folga nas economias podermos desfrutar de um delicioso prato de lagostas na orla da cidade.


Encontramos um restaurante típico da culinária local. Serviam galeto na brasa, com baião de dois e uma bebida que ficaria para sempre em minha memória. Tratava-se de CAJUÍNA. Que me perdoe os piauienses, eu a conheci em Fortaleza!

Comemos esse prato todos os dias da semana para economizar e em meu caso porque eu realmente havia gostado. O baião de dois é muito gostoso (eu adoro feijão). E aquele troço gelado, com sabor mais apurado que os refrigerantes normais!!! Humm!

No final da semana corrida experimentamos a lagosta... em um restaurante que a água do mar batia nas pedras e descia pelo telhado da casa. Um espetáculo que a natureza propiciava e fora bem aproveitado pelo restaurante. Mas lembrar mesmo com nostalgia e prazer fica para a combinação galeto, baião e cajuína.




Tempos depois, ponham tempo nisso, passando por Teresina eu reencontrei a criatura (infelizmente muito cara!) acomodada em um balcão refrigerado de um restaurante me esperando. Uma pena que a parada na estrada tem que ser muito rápida e não pude sair para comprar mais algumas garrafas. Naquele instante dei ao paladar o gosto de boas lembranças...


A cajuína recebeu dois prêmios (videhttp://www.portalinformatur.com/cajuina-recebe-titulos-de-…/) de patrimônio cultural e de indicação geográfica reconhecendo Piauí como origem da bebida.

Fica a dica!


Caetano escreveu e canta:
https://www.youtube.com/watch…

CAJUÍNA
"Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina".



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