quinta-feira, 31 de março de 2016

TRILOGIA DE MACHADO DE ASSIS

 MACHADO DE ASSIS

TRILOGIA DE MACHADO DE ASSIS

Vamos ler?



https://pt.wikipedia.org/wiki/Trilogia_Realista

"A crítica moderna chama de trilogia realista os três romances que marcaram um novo estilo na obra de Machado de Assis, a saber Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891) e Dom Casmurro (1899), e que decisivamente também inovaram a literatura brasileira, introduzindo o Realismo no Brasil e precedendo outros elementos da literatura contemporânea.

Embora seja chamada de "realista", os críticos não deixam de notar que a riqueza de gêneros e elementos nessas obras também adere resíduos do Romantismo e impressionistas. Além disso, nessas obras Machado de Assis não compactua com o esquematismo determinista dos realistas, nem procura causas muito explícitas ou claras para a explicação das suas personagens e situações. Para os críticos, os três livros asseguraram ao autor o acesso à posteridade, além de serem considerados por alguns como os melhores de toda a sua obra".

segunda-feira, 28 de março de 2016

OS CONSELHOS DOS 'SUPERLEITORES' PARA LER MAIS RÁPIDO - BBC NEWS




Reproduzo um trecho da matéria

"Os conselhos dos 'superleitores' para ler mais rápido"

Hannah Sander
BBC News - 17/01/2016

"Um pouco a cada 15 minutos livres


O revolucionário russo Leon Trostsky também se aproveitou do tédio para ler. Durante os dois anos que passou na prisão, lia da manhã até a noite. Desde a ficção clássica europeia, passando pelas pesquisas de Darwin até as teorias de Lênin sobre o comunismo.

A ex-professora de leitura da universidade de Dorchester, na Inglaterra, Ginny Williams-Ellis fundou a organização beneficente Read Easy para ajudar pessoas analfabetas.

"Os livros não são prioridade para as pessoas com quem trabalhamos. A motivação delas é aprender a ler listas de compras, etiquetas de latas, jornais, as palavras da vida diária", explica.

Mas o aprendizado frequentemente leva alunos a se tornarem aspirantes a superleitores.

"Muita gente se emociona quando aprende a ler. Trabalhamos com uma cabeleireira que agora lê um romance por noite."

Estar em boa forma física oxigena o cérebro e ajuda a ler mais

Russell entende a fascinação. "Nas nossas vidas, só vemos a superfície das pessoas. A ficção nos leva a suas mentes, a seus pensamentos e motivações. Os romances nos levam a lugares que de outra forma nunca veríamos. A leitura pode ter um efeito surpreendente sobre nós."

A jornalista e "treinadora" literária Glynis Kozma aconselha os leitores a tirarem alguns minutos de cada um dos seus compromissos para ler.

"Em vez de pensar que o que você precisa é sentar-se e ler durante uma hora, tente utilizar pequenas quantidades de tempo", diz,

"Leia durante 20 minutos, enquanto espera o jantar ficar pronto no forno. Use cada 15 minutos livres que tiver."

Link para a matéria completa:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160116_superleitores_hs_cc



OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2016

RETRATO DA VIDA - Dominguinhos



RETRATO DA VIDA

Dominguinhos



Esse matagal sem fim
Essa estrada, esse rio seco
Essa dor que mora em mim
Não descansa e nem dorme cedo
O retrato da minha vida é amar em segredo
Não quer saber de mim
E eu vivendo da sua vida
Deus no céu e você aqui
A esperança é que me abriga
Esses campos não tardam em florir
Já se espera uma boa colheita
E tudo parece seguir
Fazendo a vida tão direita
Mas e você o que faz, que não repara no chão
Por onde tem que passar
E pisa em meu coração
O teu beijo em meu destino
Era tudo que eu queria
Ser seu homem seu menino
O ser amado de todo dia

sábado, 19 de março de 2016

RUBIÃO ME LEMBROU RUBÃO

QUINCAS BORBA - M. de Assis

RUBIÃO ME LEMBROU RUBÃO



Dizem que ler é viajar. Fazer uma viagem para lugares nunca antes navegado!
Hoje, após iniciar a leitura do livro QUINCAS BORBA, logo eu seu primeiro parágrafo surge um dos personagens - o Rubião.
Nem uma página. Nem um capítulo. E uma viagem às reminiscências trouxe à lembrança o seguinte fato.



Chegamos ao local do acampamento onde passaríamos cinco dias. Logo as tarefas foram distribuídas por turmas. Coube a mim e a outros três a gloriosa tarefa de montar a cozinha e adiantar o primeiro almoço. Quem sabe um lanche fosse antecipado para saciar a fome daquela tropa em agitação?

Os personagens, muitos, diversificados de interesses e aparências, tinham em comum uma faixa de idade. Todos menos um: Rubão. Derivado de seu nome - Rubens.

Esse era adulto sem a aparência amadurecida. Trazia um sorriso engessado ao rosto. Esse sorriso constante denunciava que Rubão portava uma divergência entre a sua idade física e a mental. Era uma criança em um corpo adulto.

Não causava qualquer incômodo. Era pacífico, falava pouco e com dificuldade, embora fosse tranquilo entender suas falas. Bastava um pouco de interesse. Tudo acompanhado do sorriso bobo.

Na agitação da montagem do acampamento, barracas, cozinha, sanitário, área para uma grande fogueira, definição do melhor lugar para um campo de futebol, dentre outras tarefas, Rubão mantinha-se acocorado ou sentado em algum canto. Onde fosse possível.

As coisas caminhavam até porque o interesse era coletivo e compartilhado. E rapidamente os resultados apareciam. Já notava-se, em poucas horas o formato que pretendíamos alcançar.

Apesar de contar com pessoas responsáveis e igualmente experientes em acampamentos nas mais variadas condições, eu não deixava de passar olhos no agito geral. Haveriam toques e apartes necessários a despeito das tarefas que me cabiam; a mim e a minha equipe de cozinha.

Tipo: lona posta como toldo/cobertura. Mesa de paus improvisada. Mantimentos arrumados. Água sendo providenciada - para beber e cozinhar. Lenha para o cozimento sendo separada e trazida para perto. Preparação das duas primeiras refeições - um lanche e o almoço. Tudo corria sem maiores dificuldades.

Foi num olhar em derredor que percebi o Rubão acocorado com um pedaço papelão; coisa de uma parte da tampa de uma caixa. Rabiscava com um pedaço de carvão. Não demonstrava qualquer isolamento ou necessidade particular.

Após algum tempo decorrido e como essa posição e atitude concentrada dele não fora alterada, por curiosidade e preocupação aproximei-me de Rubão.

Não sem um espanto agradável, de uma surpresa única, ele estivera por um bom tempo desenhando o cenário do acampamento com uma precisão fotográfica.

Saía num quarto de papelão um quadro realístico do que estávamos, como dizer, montando.

Ele apenas sorria a tudo. Convoquei a todos para partilhar do mesmo espanto.

Não conhecíamos aquela capacidade do Rubão. Era um bom desenhista e pintor.

E ele seguia apenas sorrindo... como se tudo fosse apenas uma única coisa a ser experimentada.


OZEAS CB RAMOS

VI(AGEM) EM UM OLHAR


sábado, 12 de março de 2016

MÚSICA - TRISTEZA DO ZÉ


TRISTEZA DO ZÉ
Zé Miguel Wisnik / Luiz Tatit




Té que foi tão bom fugir e te esquecer
Não saber mais nem notícia de você
Com a tristeza consegui me entender
Com a saudade conviver
E com a dor não me doer

Mas aos poucos tive que reconhecer
Que a tristeza não parava de crescer
Tomou conta da cidade e do país
Tudo que é melancolia
Dizem que fui eu que fiz

É só chorar
Em Palmas, Teresina ou Jequié
Já vão avisar
Que a origem é a tristeza lá do Zé

Já não quero nem lembrar que te esqueci
Não sabia que a tristeza era assim
Que ela segue o seu caminho até sem mim
Não tem pouso nem tem fim
Se deixar vai invadir

Evitar de se espalhar bem que tentei
Mas também não é só comigo, eu reparei
A tristeza é todo mundo e é de ninguém
A tristeza ‘tá no fundo
Da tristeza eu sou o rei

Chorar, chorar
No Crato, em Cachoeiro e Macaé
Já vão avisar
Que a origem é a tristeza lá do Zé

Já não quero nem lembrar que te esqueci
Não sabia que a tristeza era assim
Que ela segue o seu caminho até sem mim
Não tem pouso nem tem fim
Se deixar vai invadir

Evitar de se espalhar bem que tentei
Mas também não é só comigo, eu reparei
A tristeza é todo mundo e é de ninguém
A tristeza ‘tá no fundo
Da tristeza eu sou o rei

Então valeu

Brasília, Diamantina e Taubaté
Canção leva eu
Vem nas asas da tristeza quem quiser

Matão, Belém
São Paulo, Maringá, Chuí, Bagé
Canção leva eu
Vem nas asas da tristeza quem quiser
Vem nas asas da tristeza azul do Zé


http://luiztatit.com.br/composicoes/composicao…





http://tvcultura.com.br/…/50689_tristeza-do-ze-por-ze-migue…

sexta-feira, 11 de março de 2016

SOBRE DOM CASMURRO




Se você leu DOM CASMURRO - MACHADO DE ASSIS, muito possivelmente ficou com essa dúvida cruel:

Ezequiel era filho de Bento, que foi apenas um doente ciumento ou de Escobar, o amigo traidor?
Qual a sua impressão sobre esse fato? 
Não é o que você pensa, o que você faria, e sim, o que você infere da narrativa do Bento no curso do romance...

Aguardo seu comentário...


OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 8 de março de 2016

HÁBITOS




HÁBITOS


Destampei a pouco (07:00) minha panela de pressão após o cozimento de um feijão (errei mais uma vez e deu certo!) com carne seca - charque, calabresa, toucinho, bacon, etc, e lembrei de um velho hábito. Coisas da infância, reminiscências revisitadas, prazeres estranhos, particulares, como todo ser cultiva algum hábito que cause estranheza a outrem.

Não resisti. Duas conchas e o feijão da hora foi para uma caneca... Colheradas à parte, como diria AMBraga: Hummmmm.

Quando criança essa era a maneira de "adiantar" alguma coisa no 'estombago', uma vez que era exigido que a mesa fosse posta e a refeição iniciasse quando todos estivessem assentados em seus lugares! Sofrimento da p&rr@ esperar. Uma xícara com uma concha de feijão aliviava a mardita fome até a hora da grande guerra...

Outro estranho hábito era aproveitar o caldo do cozimento do arroz, à época chamado de canja de arroz. Esse era lavado em duas águas antes de ir para a panela e fogo. Como seria escorrido ao final, o caldo que seria jogado fora era separado em uma xícara, recebia uma generosa colher de açúcar e a delícia estava pronta para ser digerida em apreciados goles.

Apesar das funções terapêuticas desse caldo, etc, era a necessidade que ditava esse aproveitar tudo maximizando o que era comprado com certa dose de dificuldades.

Hoje eu não desprezo nada... Até os talos dos temperos, sobras de cozimentos, caldos de carnes, frangos, peixes, etc, viram matéria prima devidamente separadas para sopas.

E quanto a você?




OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br

sexta-feira, 4 de março de 2016

BRASIL - TERRA ADORADA





"Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil".

Para quem participou de quatro eleições até a vitória, viu seus anseios irem para o lixo, desde os primeiros boatos do mensalão espera por esse dia histórico.

Genoíno, João Paulo, José Dirceu, e tantos outros, "mereciam" viver esse grande dia! Não eram casos isolados...

E eu, PT desgraçado, quadrilha daninha, canalhas do discurso decorado e vazio, recupero a fé na seriedade de homens que não se vendem, não se permitem locupletar em detrimento dos outros.

Outros virão... Outros cairão! E que essa Justiça alcance a quem quer que seja, de qual partidos forem.

Meu país nasceu! Renasceu caso queiram.

Minha pátria terá orgulho de si mesma!

O povo brasileiro terá orgulho de si! Povo que luta contra as marés de especulações internacionais, de desventuras da natureza às vezes hostil, e que tem que ser bravo para sobreviver contra os desmandos dessa gente inescrupulosa e sem-vergonha!!!

É ISSO AÍ BRASIL.

Essa limpeza não pode parar! A verdadeira luta virá agora... Tempos ainda mais difíceis virão, mas valerá à pena "renascer das cinzas".

"Verás que um filho teu não foge à luta...



OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 1 de março de 2016

NOVELEIRO SIM!




NOVELEIRO SIM!


Quem me telefonou a noite, deve ter percebido um hábito (antigo): mesmo não estando diante da TV eu costumo deixá-la ligada após dois dos principais jornais do país. Fico “ouvindo” e quando algo requer a minha atenção eu simplesmente me viro. Não requer esse ato que esteja voltado para o aparelhinho no rack.

Várias vezes me perguntaram se estava assistindo novela... Nesse quesito eu posso afirmar ser um noveleiro! E isso desde o tempo da deliciosa novela O Cravo e a Rosa – 2000-2001. Baseada na peça teatral de Shakespeare A megera domável.

Nessa época, de tão gostosa a trama televisiva, eu largava o escritório/curso de computação, deixava uma dupla de monitores cuidando da primeira turma da noite, corria para casa a fim de tomar banho e jantar... Leia-se: ir ver a novela!






Havia certo preconceito contra homem ver novela que se expressava em gozações jocosas e eu pensava: jamais terei esse dom de entreter como ator. O que esses artistas fazem interpretando outras vidas é, na maioria das vezes, magistral. Então, com o Cravo e a Rosa, eu passei a ser noveleiro!

Ultimamente não tenho ficado ligado nas novelas. Preocupações, livros, blog pessoal, há sempre alguma coisa para onde oferecer a minha atenção. A qualidade caiu talvez refletindo a crise generalizada em que o mundo anda metido. Há um novo momento e, quem sabe, os escritores não conseguiram captar e entregar um produto de relevância.

Mesmo não acompanhando os enredos, algo tem chamado a minha atenção: cada vez mais personagens lendo, citando obras literárias, declamando poemas de escritores famosos. E isso tem sido um movimento recorrente. O que chama atenção dos telespectadores para o bom hábito da leitura.

E a novela além de entreter reproduz uma cultura a ser copiada pelo público.

Enfim, noveleiro ou não, a dica é ler!


OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br
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