sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

OBVIEDADE ULULANTE – MAS NEM SEMPRE...



OBVIEDADE ULULANTE – MAS NEM SEMPRE...



Calma! Calma. Não tratarei de nenhum molusco ou político...

Lendo a cada dia os principais jornais/portais da internet fico com uma sensação nada confortadora. Não digo depressiva, mas como se fosse.

Dê agora uma olhada ainda que rápida nos portais de sua preferência. No primeiro momento evite as notícias banais, como aquelas que tratam das separações dos famosos, da preparação das musas para o carnaval e como essas conquistaram aquele corpo exportação, e ainda, as novidades do novo bbb (minúsculo mesmo).

Pense enquanto lê as demais notícias de modo genérico e global e responda para si mesmo: que humanidade é essa?

Existem duas humanidades possíveis. A nossa, que segue o nosso olhar (particular) sobre o homem e, em seguida, a humanidade real. Você ainda pode ponderar que uma notícia é apenas uma parte de verdade e eu terei que concordar. Isso aqui é assim uma obviedade.

Insista nesse olhar... E vá mais adiante.

Caminhe pela política global e mantenha o foco no(s) SER(es) HUMANO(s).

Em seguida, pela economia.

Por aspectos ligados à nossa relação com o meio ambiente.

E cheguemos ao pensamento religioso. Esse que deveria (dado a seu aspecto mais abrangente e transcendente) melhorar o ser humano e elevá-lo a outra condição, outro patamar, à medida que os anos passam. 

Com todas essas observações feitas a partir do noticiário, a imanente humanidade, como algo que diferencia o ser homem dos demais animais, como que desaparece. Aquela humanidade incipiente que alimentamos a partir do próprio olhar esvai-se. Parecemos tudo, menos seres humanos.

Por um instante responda: o que é o homem? O que é ser HUMANO? Quais características seriam usadas para que você descrevesse a sua visão do que é o homem?

Retome seu pensamento e compare com o que acabou de ler nos jornais...

Assim a obviedade ululante é menos explicita.

Se, e aqui eu peço a sua atenção para esse SE...

Se a sua definição enquanto resposta (à pergunta - O que é o homem?) contiver algo de metafísico, essa sequência de SE tornar-se-á pertinente.

Se fomos criados por um(a) divindade(s), qualquer que sejam seus postulados, a impressão ante às notícias é de que o chamado ser humano, apesar desses milhares de anos, ainda não reflete essa origem divinal. Estamos mais próximos de um animal, de um monstro... E nem me falem em céu. Devo lembrá-los que até lá já houve uma rebelião!

Se a sua crença for baseada na teoria da evolução, a sensação é que estamos involuindo. E como sempre diz um grande amigo “o homem é o pior vírus”. Possuímos uma característica que nasce latente: capacidade de autodestruição e a consequente destruição em derredor.

Marx * em uma crítica a Feuerbach disse:

Filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diversas maneiras; mas o que importa é transformá-lo". Obviamente a filosofia, a política, a economia e a religião... Mas em relação ao ser chamado humano, nenhuma dessas obviedades são suficientes para fazê-lo melhor.

A solução além do pessimismo filosófico é manter a visão mais limitada, regionalizada do homem. Mais simplória e menos depressiva. Ainda que mais empobrecida do ser...


OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966


* https://pt.wikipedia.org/wiki/Teses_sobre_Feuerbach

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...