sábado, 7 de novembro de 2015

SOBRE A GRANDE INDÚSTRIA



SOBRE A GRANDE INDÚSTRIA


Quem esteve comigo enquanto dirijo sabe que sou defensivo, prudente e modéstia a parte, um bom motorista. Fui multado uma vez após defeito no velocímetro de meu bate-latas. Coisa que descobri após passar acima da velocidade numa via na Av. Suburbana. Isso para quase 30 anos de carteira de habilitação não é tão mal assim. Cometo infrações como avançar um sinal vermelho quando percebo outro veiculo vindo atrás sem condição de frear caso eu o tenha feito antes. Jamais pelo gosto de burlar a lei de trânsito. Tranquilamente eu daria uma nota 9,5 ao modo como dirijo.


Mesmo com tais considerações eu teço algumas opiniões sobre o ato de dirigir:

1. Passar anos sem infração deveria trazer benefícios educativos como incentivo e modelo a ser seguido. Redução em penalidade futura, desconto em serviços no Detran ou coisa que o valha. Pune pelo erro e favorece pelo cumprimento. Essa deveria ser a didática.

2. Tenho uma sensação que o estado fica à espreita tentando me induzir ao erro. Mudam velocidades das avenidas e estradas. Implantam radares ridículos, alteram placas, o que traz uma sensação de que estão à caça de meu suado dindim, na espreita de um erro qualquer.

3. Gostaria que a sociedade se manifestasse contra essa indústria que gera multas, em muitos casos "fabricadas" com mudanças sutis e ardis. Alguém consegue explicar qual a função de velocidade de 80Km/h na BR 324 após o ponto de ônibus da jaqueira sentido Feira-Salvador, quando a velocidade da pista poderia seguir normal para trânsito numa BR?
Não há travessia de pedestres. E alegar que a pista é perigosa... Que mudem o traçado!

Eis um exemplo dessa máquina de gerar receita.


Jornal da Metrópole.
Edição 356.
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