segunda-feira, 30 de novembro de 2015

DESEJO


Desejo
Que você se encontre
Em um olhar
Que ao te olhar
Não precise as palavras
Tão somente
Sorria!

OZEAS CB RAMOS
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sábado, 28 de novembro de 2015

LUA (QUASE) CHEIA


LUA (QUASE) CHEIA


A lâmpada
apagada;
Iluminados por uma lua (quase) cheia
que emprestava seu brilho
por entre os vidros translúcidos das janelas.
Os travesseiros
- jogados ao chão;
lençóis, cobertores
- espalhados.
De silêncio em silêncio
E aos (muitos) beijos
fazíamos poesia no corpo do outro.
Onde o melhor verso
estava em teu sorriso!
Dele vinha um gozo:
Indescritível!


OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br

sábado, 14 de novembro de 2015

TEMPO DE AMAR


TEMPO DE AMAR


Mandado que fui, perguntei
Ao Tempo o que ele dirá
Indago quando será o tempo
Se ainda qual tempo será?

Esperto o danado e faceiro
Com pergunta, resposta me dá:
Qual tempo perguntas ao Tempo?
O tempo daqui? Ou o tempo de lá?

Como não sei distinguir esse tempo
Tampouco sei quem saberá...
Na angustia fiquei pensativo
E terei que o Tempo esperar

Se um dia encontrarei meu amor?
Isso o Tempo não soube falar
Saindo, disse o malandro sorrindo:
É chegado seu tempo de amar!


OZEAS CB RAMOS
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

É A HORA BRASIL


#POLÍTICA

"Deitado ETERnaMENTE em berço esplêndido"


Nosso país agoniza, como quem sente dores mais fortes que a dor de um parto com a criança atravessada, e está PARADO.

Temo que essa crise infernal dure até o ponto em que a paciência do povo brasileiro (de bem) se esgotar.

Justiça lenta, i no pe r a n t e... e comprometida com interesses diversos.

Congresso Nacional é a verdadeira farra do bumba meu boi.

DESgoverno sem nenhuma ação concreta. Entregue e vendido ao Congresso.

Oposição segue em brisa em tarde amena de outono. Até parece que eles não representam (pelo menos) a metade desse país.

Os caminhoneiros quase que sozinhos nessa luta ingrata. Povo com olhar voltado para o próprio umbigo nada faz, e quando faz, bate panelas.

Eles estão cozinhando a vida pública em fogo baixo, como quem cozinha galo velho, deixando as decisões que devem ser assumidas de imediato para 2016. Protelando geral.

Até lá essa porr@ só vai piorar. Desemprego, insegurança, saúde já era, e veremos a fome atingir uma parcela da sociedade que não vai aceitar com passividade.

Essa classe que desmerece os votos que receberam devem entender que já passou da hora de uma ação mais enérgica.

Chega de conversinhas, acordinhos e negociatas. O povo exige respeito e ações concretas.

Passou da hora dessa nação tomar rumo!


OZEAS CB RAMOS
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domingo, 8 de novembro de 2015

SÚPLICA - NOÉMIA DE SOUZA

Imagem da Net

SÚPLICA - NOÉMIA DE SOUZA

https://pt.wikipedia.org/wiki/No%C3%A9mia_de_Sousa


Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez...

Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a lua lírica do xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana
(essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)
tirem-nos a palhota – a humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor do lume
(que nos é quase tudo)
- mas não nos tirem a música!

Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria,
acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!

Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;
e mesmo mortos, viveremos,
e no nosso lamento escravo
estará a terra onde nascemos,
a luz do nosso sol,
a lua dos xingombelas,
o calor do lume
a palhota que vivemos,
a machamba que nos dá o pão!

E tudo será novamente nosso,
ainda que cadeias nos pés
e azorrague no dorso...
E o nosso queixume
será uma libertação
derramada em nosso canto!

- Por isso pedimos,
de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo...
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!








sábado, 7 de novembro de 2015

MUS EU CURTO!


SOBRE A GRANDE INDÚSTRIA



SOBRE A GRANDE INDÚSTRIA


Quem esteve comigo enquanto dirijo sabe que sou defensivo, prudente e modéstia a parte, um bom motorista. Fui multado uma vez após defeito no velocímetro de meu bate-latas. Coisa que descobri após passar acima da velocidade numa via na Av. Suburbana. Isso para quase 30 anos de carteira de habilitação não é tão mal assim. Cometo infrações como avançar um sinal vermelho quando percebo outro veiculo vindo atrás sem condição de frear caso eu o tenha feito antes. Jamais pelo gosto de burlar a lei de trânsito. Tranquilamente eu daria uma nota 9,5 ao modo como dirijo.


Mesmo com tais considerações eu teço algumas opiniões sobre o ato de dirigir:

1. Passar anos sem infração deveria trazer benefícios educativos como incentivo e modelo a ser seguido. Redução em penalidade futura, desconto em serviços no Detran ou coisa que o valha. Pune pelo erro e favorece pelo cumprimento. Essa deveria ser a didática.

2. Tenho uma sensação que o estado fica à espreita tentando me induzir ao erro. Mudam velocidades das avenidas e estradas. Implantam radares ridículos, alteram placas, o que traz uma sensação de que estão à caça de meu suado dindim, na espreita de um erro qualquer.

3. Gostaria que a sociedade se manifestasse contra essa indústria que gera multas, em muitos casos "fabricadas" com mudanças sutis e ardis. Alguém consegue explicar qual a função de velocidade de 80Km/h na BR 324 após o ponto de ônibus da jaqueira sentido Feira-Salvador, quando a velocidade da pista poderia seguir normal para trânsito numa BR?
Não há travessia de pedestres. E alegar que a pista é perigosa... Que mudem o traçado!

Eis um exemplo dessa máquina de gerar receita.


Jornal da Metrópole.
Edição 356.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SENSACIONALISMO BARATO?


Essa é antiga. E demonstra como a visão externa de um fato, pode em sua narrativa alterá-lo até em sua essência. É, mais ou menos, como alguns jornalistas, alguns até destacados em sua profissão, narram as suas verdades. Por si só, descrever aquilo que se vê não garante a exatidão. Não carrega a verdade nessa narrativa. Quando muito, parte dela.

A estória aconteceu mais ou menos assim:

Uma senhora foi ao açougue comprar algo para preparar para o almoço. Chegando viu que o fígado estava com ótima aparência e pediu ao açougueiro que cortasse um quilo. E ele assim o fez.

Pesado, embrulhado [é companheiro (a) antigamente era em uma folha de jornal] entregou o pedido.

Atarefado com o atendimento dos demais clientes, esqueceu-se de cobrar. A senhora envolvida por suas demais tarefas a cumprir saiu sem pagar a compra. Mera distração sem nenhuma maldade envolvida.

Quando finalmente o açougueiro percebeu (lembrou) que não havia cobrado e, não havendo outros clientes para atender, saiu às pressas atrás da senhora. Saiu como estava - com o jaleco sujo e com a sua faca na mão.

Encontrado-a pediu-lhe gentilmente a quantia esquecida. Ela confusa, afirmava que havia pagado e que jamais sairia sem pagar. Nessa confusão despretensiosa criada pelo acaso, ele perde a cabeça, toma de volta o embrulho com o fígado e retorna para o açougue.

Como uma estória, ela carece de maiores detalhes e de uma máxima em si.

Porém esse evento, posteriormente narrado por uma testemunha ocular dos fatos, saiu assim:

Açougueiro furioso armado com uma faca corre atrás de uma senhora e arranca-lhe o fígado!

É desse modo que as coisas são passadas a diante. E nossa imprensa está cada vez mais especialista em dar notícias assim.

É preciso ler as manchetes, ler o conteúdo, se possível ver a mesma notícia em outro (s) jornais e revistas. Depurar tudo. O sensacionalismo está em alta em nosso país. Como se não bastasse a possibilidade do engano natural ainda há os que noticiam movidos por interesses pessoais, partidários, etc.



OZEAS CB RAMOS
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APRENDEREI


Eu aprenderei ainda um instante antes do tocar da sirene anunciando que não haverá mais aulas.
Quando todos começarem a correr numa alegria dissonante e não apreciem senão a beleza de correr sem olhar atrás.
Com sorte terei tempo de fechar a grande porta.

OZEAS CB RAMOS

domingo, 1 de novembro de 2015

COMO INTERAGIR

Clique na imagem para ampliar.

MAKTUB - QUE NADA


MAKTUB
"já estava escrito" ou "tinha que acontecer".



Somente duas coisas "já estavam escritas":
uma física - na temporaneidade intrínseca que todo ser carrega ao ser concebido, e que eu chamaria de 'peso de existir', e que chega a nós de modo incompleto posto não sabermos "nem o dia e nem a hora",
e uma filosófica - que agrada mais aos físicos teóricos - em relação aos fim de todas as coisas. E sobre essas só é possível, por hora, apenas especular, mesmo no campo metafísico.

No mais, absolutamente todas as coisas sofrem ação do tempo (naturalidade da existência), do espaço (relativo ao meio e de suas influências diretas e indiretas), e das próprias escolhas do indivíduo.

Felicidade é quando uma existência conquista com algumas de suas próprias escolhas um alinhamento com o tempo-espaço. Essa ilusão do leme nas mãos é apenas transitória. E é isso que faz da vida uma página em branco, na qual é possível que venha escrito:

Quiçá, quiçá, quiçá....

"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar"
LULU SANTOS


OZEAS CB RAMOS
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QUIÇÁ = é possível, mas não com certeza.
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