sexta-feira, 29 de maio de 2015

POEME-SE


Pare.
Pare um pouco.
Não diminua seu ritmo; não!
Pare.
Sente.
Relaxe.
Feche os seus olhos.
Viva um instante por outros sentidos.
Inspire.
Respire.
Fique mais um pouco nesse processo.
Esvazie-se.
Esvazie-se de si, de mundo...
Inspire-se.
Reconecte.
Reconecte a si
E também ao mundo.
Artifique-se.
Poeme-se!
E volte a viver...

OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 28 de maio de 2015

VOVÔ CORUJA!!!


Enquanto ele fazia pose e eu tentava tirar as fotos usando o celular, passa um idoso caminhando lentamente apoiado por uma bengala, e manda essa:
- Vovô coruja!!!
E eu, alma boa que vai para céu, respondi:
- Minha brocha ainda pinta companheiro. Não é meu neto. É filho caçula...
Ele ainda tentou remendar a coisa, olhando para mim e dizendo:
- É ainda está novo para ser avô...
Rimos, e antes que a conversa prolongasse partimos!

Broxa = pincel de pintura, para caiação...
Brochar = quem não sabe, espere seu dia chegar...

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 27 de maio de 2015

PORQUE SOMOS TODOS VIOLENTOS E VIOLÊNCIA


“Para que serve a piedade, senão para apagar a face do delito?” Hamlet
PORQUE SOMOS TODOS VIOLENTOS E VIOLÊNCIA

Simões Filho está uma cidade sem freios, nas mãos da bandidagem e por conseguinte insegura para se viver. Até aí você dirá: Grande novidade e como se fosse exclusividade da cidade onde você vive. Acontece que segundo uma pesquisa nós estamos no topo nacional quando o assunto é mortes por armas de fogo e quanto ao número de jovens assassinados. Number one!

Convencionou-se afirmar que Simões Filho era local de desova. As mortes em sua maioria aconteciam em Salvador e demais cidades vizinhas e o descarte dos corpos aconteciam aqui. Penso que essa seja uma meia-verdade que ficou no passado não refletindo os números e os fatos da atualidade.

Números são números e podemos contestá-los com argumentação retórica, porém o que tenho visto acompanhando sites locais é que essa realidade mudou. E somos sim uma cidade violenta.

Os casos só aumentam e com a mídia e as redes sociais esse conhecimento fica quase em tempo real. Isso aumenta a sensação de insegurança. As pessoas já estão saindo com o dinheiro trocado e um celular mais velho para o caso de serem abordados na rua ou nos coletivos.

Olhamos para a violência como se ela estivesse à parte de nós. Os outros são violentos, “eu não”! Por que somos todos violentos e violência?

1. Enquanto ela não nos atinge de modo pessoal ou em alguém próximo de nós, a nossa reação aos casos dos demais é de pura piedade. Nos comentários aos anúncios de um novo caso de violência é comum uma reação: “Oh! Meu deus, onde isso vai parar?” ou: “Coitado(a), tão jovem!”. É quando o problema é apenas do outro e ficamos por aí.

2. Quando acontece conosco ou aos nossos próximos a resposta é uma “justa indignação” e as palavras repetidas: “queremos justiça”! Para os outros PIEDADE, para nós JUSTIÇA.

3. É comum uma indiferença enquanto não somos atingidos pela violência. O foco é viver a minha vida, afinal sou senhor de minha vida. E cada um que faça o mesmo. Essa minha apatia social ajuda a manter as coisas como estão. As autoridades não são abaladas a deixarem seus assentos e gabinetes e se porem na rua para resolver o problema. E assim contribuímos indiretamente para que a violência se perpetue, em especial até que ela me encontre.

4. Não há mais nem espanto com os casos de assaltos e mortes posto que atinge em sua maioria relacionadas com jovens com um perfil bastante definido: preto, pobre e periférico. Nós chancelamos essas mortes com um argumento ridículo – “são drogados ou traficantes”. Como se todo jovem negro, pobre, da periferia, fosse usuário de drogas ou com ela estivesse envolvido. Os jovens estão morrendo e nem isso nos afeta mais. Chamamos a todos indistintamente de sacizeiros. Excluídos obviamente os nossos filhos. Não damos olhar para essa situação e assim contribuímos para ações inexistentes ou ineficazes das autoridades. E a violência só aumenta por conta dessa passividade.

Em resumo, o que quero dizer, é que nossa indiferença em relação a essa violência toda é uma das causas dela só aumentar.

Quando muito temos transferido para uma divindade a nossa responsabilidade e é assim que a maioria de nós tem agido.

É hora de repensar essa nossa atitude, antes que a violência nos encontre a nós e/ou aos nossos próximos.

E isso tem que acontecer já!


OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 26 de maio de 2015

FILHOS E A RETÓRICA SOFISTA


- Pai, o teste de ciências acabou e eu não respondi as duas últimas questões. Não deu tempo.
- E por que você não respondeu?
- Me diga se você responderia: Explique o que é um ser vivo e um componente natural?
- Eu tenho filho que ler seu livro de ciências para responder.
Após algumas tentativas de explicar o inexplicável, chegamos ao cerne do problema. Ele não havia estudado para o teste. O que eu, argumentando, repreendi de imediato.
Como menino(a) besta nasce é morto, esse sabidinho sem vergonha, tentou me colocar numa situação defensiva:
- Pai, você não me disse outro dia que é normal errar?
- Não seu porrinha! Errar seria normal se você mesmo estudando antes do teste não acertasse as respostas. Estudar e tentar. Se errasse eu acharia normal, sem problemas, e iríamos ver onde errou e quais as respostas seriam corretas.
- Mas pai, mesmo assim não daria tempo!?!...
Ugrrhhhhhhhh

OZEAS CB RAMOS

segunda-feira, 25 de maio de 2015

AMOR SEM RIMA


Agora
eu quero
um amor
sem rima.
Aquele amor
Que conheci
Rimava
Com dor
Um amor
assim
Que não dura
Loucura
Flor que fura
Perdura
A morte
Enfim
O fim
Fulgura
Acabou.


OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

domingo, 24 de maio de 2015

PERISTALSE 2/2

Apesar de ter muito conteúdo disponível na "internet" em todas as áreas do conhecimento, a maior parte desse é igual, em sua essência, ao resultado intrínseco da peristalse.
Aí você, entre tantas imagens como na parte 1, frases publicadas completamente fora de seus contextos, citações compartilhadas sem os devidos créditos de autor e origem, você pensa que já viu de tudo...
Surgem os vídeos ditos engraçados! Esses são uma pérola à parte. Todo mundo querendo ser comediante do Faustão! E saem por aí produzindo pérolas como essa, de um estimado valor para a formação de uma sociedade sadia e econômica.
E "tudo isso" compartilhado de tal forma que se torna viral.
...

PERISTALSE 1/2


Pérolas encontradas e compartilhadas no Facebook.

PERISTALSE 1/2

Apesar de ter muito conteúdo disponível na "internet" em todas as áreas do conhecimento, a maior parte desse é igual, em sua essência, ao resultado intrínseco da peristalse.
É uma inteligência e perspicácia, temperada com um humor nessas fotos!!! Uma reminiscência do falecido e famigerado Orkut e que aqui só não é pior visto que o Face não permite ainda (apenas no messenger) os Gifs animados.
Uma baboseira com desmedida imbecilidade!!!






















FILOSOFIA DO AMOR


Que tenho eu de ti
Além da lembrança fixada
De teu perfume doce
Pulverizado com descaro
Em teus cantos torpes?

A quem quero além de ti
Posto que a tua graça
Compraz a minha alma
Sendo tu a causa
Da minha exultante alegria?

Quem sou eu sem você?
Encontrei em teus movimentos
O meu vir-a-ser
E nele a chegada do amor
Com o qual te amo!


OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 22 de maio de 2015

FILTROS DA MORAL - somos todos monstros!


Somos seres estranhos quando a MORAL entra no jogo da vida. É esse comportamento uma de nossas diferenças com os outros animais. Tanto que ao agir um numa afronta ao moralismo de um grupo, não raro, é atribuído a esse a alcunha de "ANIMAL" quando não de "MONSTRO", como sendo aquele desprovido do senso moral comum do grupo a que faz parte.

Todos temos nossos filtros, eles combinados, reunidos, identificados, criam a moral do grupo, estabelecendo o que é permitido e o que não o é.

Moral e ética, ética e moral. Um leva ao outro. Some-se os conceitos religiosos, políticos, etc. Construímos nosso agir-aceitar-recusar a partir desses entendimentos. Mas não aceitamos enquanto indivíduo o cabedal de preceitos morais como um todo. Fazemos nossas escolhas e nos tornamos uma unidade de conceitos moralistas. Criamos e exercemos TOLERÂNCIA ou INTOLERÂNCIA a partir dessa autoconsciência.

E o que é tolerância? Quando sou tolerante? 
A TOLERÂNCIA segundo o Prof. Dr. Clóvis Filho é “a virtude que nos leva a aceitar pensamento, discurso e comportamento do outro que não aprovamos”. Sendo a INTOLERÂNCIA a ausência, no todo ou em parte, dessa virtude. Elas são exercidas nas relações com “um outro”. Não sendo atribuídas e relacionadas com “não tolero essa cadeira” ou ainda “não tolero esses dias de muita chuva”. A tolerância ou a falta dela exige outro ser humano, de manifestações contrárias à nossa para vir a ser. O professor ainda pontua que tolerância se exercita quando não concordamos com as manifestações do outro. E só assim, e ainda assim, convivemos.

Um exemplo de pouca importância mais que traz luz a problematização proposta.
Você posta um vídeo de um acidente com vítima, com sangue e pedaços de gente para todo lado (grifos meus) e compartilha em meu feed aqui no FACE. Eu posso ser tolerante X intolerante. Posso excluir, ocultar, ver, gostar, etc. E nada disso revelará qual a minha idiossincrasia. Mas como eu não gosto de ver essas cenas, faço um comentário pedindo que você não compartilhe esse conteúdo. Há quem queira ver, eu nunca! Aceito seu direito de publicar em seu espaço (Tolerância), mas exerço o meu direito de não vê-lo em meu espaço (intolerância). Uma intolerância leve, educada, social. Pois se você insistir com publicações dessa natureza eu poderei ir de uma série de palavrões, exclusão do contato, e até um safanão! Intolerância total. Quanto a você, pode tolerar ou não o meu comentário...

Tolerância é exercício com o outro.
Percebe-se que há um limite individual. Cada ser reagirá de acordo com a sua conveniência, trato social, etc. ir de uma para outra pode ser questão de um fio de cabelo.

Problemas diferentes com reações de tolerância e intolerância diferentes que tornam esse exercício particular. Comoções diferentes nas redes sociais e na mídia:

Um cidadão menor, faltando um dia para completar 18 anos, mata outro jovem numa tentativa de roubo. O foco vai para o menor, tratado quase como coitadinho e até infantilizado. Defensores da tese de não aumento da maioridade penal infantilizam o cidadão e quase perdem a atenção da vítima e de sua família. Mudamos o centro da discussão e o assassino torna-se a parte “mais importante”.

Outro caso recente, condenação de uma senhora após agredir um cachorro. Nesse o foco é o animal. Indefeso, coitado, desprovido de condições de defender-se. E haja mídia e falação sobre esse cachorrinho.

Toleramos um assassino e não toleramos uma agressora a um animal.

Entendo, entendo, entendo. São dimensões e problemas diferentes. Calma! Porém, e evidente, que avaliamos as situações com desmedida, que no mínimo, com desmedida atenção.

É assim que essa nossa moral nos aproxima daquele (no início do texto) a quem nominamos de animal e monstro. Nossa moral nos coloca como animais em muitas situações quando exercemos essa virtude ou a ausência dela.

Quando sou tolerante? Até que ponto? Pratico e desenvolvo essa virtude em meu viver de modo consciente?

Se você leu até aqui meu obrigado pela atenção. Fica a deixa para seus comentários...

OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

quarta-feira, 20 de maio de 2015

FILHO DE UMA PUTA!



Estava acompanhando um programa policial numa tarde dessa quando ouvi o apresentador falar em tom irônico e perplexo: - Quem iria assaltar um senhor desse? Nessa idade? – Ele se referia ao caso apresentado como sendo de um assaltante “monstro” que além de roubar ainda agrediu um idoso. Foi quando me lembrei desse acontecido.

Aqui onde moro em Simões Filho-BA, tem um caboclo que sai todos os dias para vender. Baixa estatura, sempre ligeiro no caminhar e aparentando ter pouco menos que sessenta anos. Pelas ruas grita seu produto com orgulho. Sendo um dia: - Olha o sonho! – em outro dia: - Pastel e banana real! Nunca perguntei qual a lógica mercadológica dele vender produtos diferenciados de modo alternado. A gente nunca percebe qual produto ele vai passar vendendo.

Hoje sai por dois reais e cinquenta centavos cada peça. Há sonho com goiabada ou com doce de leite. E quantos às bananas, ele entrega com e sem açúcar. Das possibilidades eu só não experimentei o pastel. Considero deliciosos os outros tipos provados e aprovados.

No horário que passa anunciando seus produtos, sempre depois das quinze horas, a fome já aperta a alma; chova ou faça sol lá vem ele.

Eu penso e valorizo todo o seu trabalho. Presumo serem sessenta peças todo dia. Sair e comprar os ingredientes. Iniciar e preparar cada peça. Arrumar e percorrer as ruas para vender e somente aí poder voltar para casa e contar com o lucro disponível para satisfazer as necessidades pessoais.

Ele é normalmente um sujeito de poucas palavras. Conversa o essencial para processar a venda e parte a toda, pois sempre há gente chamando logo à frente. Mas nessa tarde não somente parou para conversar, mas contou uma história que seria engraçada se não fosse trágica, e apresentava um olhar desolado...

Vinha ele como sempre o faz quando um sujeito na rua o indagou: - meu chapa, você troca cinquenta reais? – o que ele misturando bondade e ingenuidade parou para ajudar o tal. Baixou ao chão a sua guia de venda, procurou no bolso o volume maior de dinheiro que leva exatamente para servir de troco e se pôs a contar o dinheiro. Iria atender àquele dito. Quando o interlocutor apresentando uma arma de fogo anunciou tratar-se de um assalto. Tomou todo o trocado, pegou ainda algumas peças para comer e mandou que o vendedor saísse correndo para não morrer.

A não ser que você pense como Robin Hood, há de concordar ser mesmo um monstro todo aquele que impõe a outro uma situação como essa. Independente da idade, sexo, porte físico ou condição social da vítima.

Por aqui ainda dizemos mais: Filho de uma puta!!!

OZEAS CB RAMOS

Hórus e Jesus

sexta-feira, 15 de maio de 2015

ELA




Ela encheu a minha aljava
Com tantos desejos proibidos
Que ao cupido desvairado
Faltaram setas para me atirar.
Deu-me tantos sonhos
Que dormir já não era preciso
E guardou a flor amarela roubada
De uma noite eterna
Para uma borboleta enfeitar.
Criou novas asas
E alçou voos infindos
Rumo ao horizonte das palavras.
Ela é...
A metade ilusão em meu querer.

OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 14 de maio de 2015

DE UM JEITO PECULIAR ELA ME AMOU


Cansado eu só pensava em tomar um banho rápido e me jogar na cama. Nem a adrenalina de um dia estafante e corrido encorajavam a qualquer outro pensamento que não fosse apagar na cama. E quando lembrava que acordaria madrugada para outro dia de trabalho era essa ideia a mais correta e prudente.

Cheguei a casa e corri para o quarto a fim de dar cumprimento, mas ela tinha outras intenções para a noite. Não retrucou sobre meu cansaço declarado limitando-se a dizer:

- Deixe que te ajude a tirar essa roupa. – O meu estado por si só permitia que ela agisse.

Tão logo despido me conduziu ao banho, e por mais comum que fossem as próximas cenas, era inusitado para mim. Não era tomar banho juntos, ela queria me dar banho. Abriu o registro de chuveiro, tomou uma bucha vegetal e iniciou a lavagem. Percorria meu corpo com tanta diligência e cuidado que eu quase durmo em pé. Uma massagem com a bucha e a outra mão ensaboando. Sentia um tesão enorme e isso acendia meu desejo. Entretanto não era esse o caso. Era amor transformado em cuidado. Penso que agora entendo o que sentiu Jesus quando Maria Madalena, em tom erótico, massageou o carpinteiro com óleo e depois secou com os cabelos o nazareno.

Sentia cada percorrer; não havia canto que não fosse tocado. As sensações eram amplificadas pelo aliviar do cansaço. Ensaboado e lavado pela bucha era hora do enxaguar. As suas mãos, sem pressa alguma, ajudavam a água na remoção da espuma do sabonete. A água fria não incomodava nem um pouco. Meu pênis ereto era desprezado pelo fim a que estava destinado aquele banho.

Livre da espuma eu tive o corpo atendido pela toalha. Eu apenas olhava para ela. Ela pouco falava e limitava-se a conduzir; era dela aquele momento. Ela se apresentava como companheira que cuida.

Concluída essa etapa fui colocado deitado na cama. O ar condicionado deixava a noite quente mais amena. O silêncio não trazia nenhum incomodo. Uma toalha cobria cintura e coxas. Os pés livres agora recebiam a atenção dela que, usando tesoura e alicate, fazia a assepsia que há muito necessitava. Resmungava algumas bobagens como quem indicava um “não querer querendo”. Ela não estava nem aí...

A tesoura ainda prestaria outros serviços. Cabelos na orelha, narinas, região púbica, iam sendo dizimados. Uma limpeza ímpar. Enquanto imaginava o que sucederia, pensando em uma transa deliciosa, eu adormeci. Deitado nu, de papo para cima, eu apaguei.

Quando na madrugada ainda escura em despertei, o sol em mim brilhava como nunca antes havia brilhado. A meu lado ela adormecida, serena, não desconfiava as marcas que eu levaria dali quanto àquela noite. De um jeito peculiar ela me amou!

OZEAS CB RAMOS

MINHA PROSÁPIA




O tempo meu amor
Corre a passos largos
Em sentido contrário
A meu caminhar
Julga esse projetar-se
Sobre a minha prosápia
Silenciando meu tagarelar
Impressiona-me a sua fúria
Determinado a encontrar-me
Enquanto eu...

OZEAS CB RAMOS

CONTINUA
se ele não me encontrar...


terça-feira, 12 de maio de 2015

EU CHEGAREI AO MAR

EU CHEGAREI AO MAR



Sou como água fria
(Do rio Jaguaripe)
Que desceu ladeira abaixo
Em desabalada correnteza
Molhou em derredor
Encharcou uma terra estéril,
Abriu caminhos e deixou em feridas
Umas tantas erosões.
Nessa desenfreada descida
Havia uma cachoeira
Bela e imponente
(De baixo intransponível
De cima assustadora).
Por onde eu deveria seguir...
Precipitei-me nas pedras
Mas até elas ficaram para trás
Cumpri meu destino e segui...
Eu chegarei ao mar
De onde, apenas, olharei para trás!

OZEAS CB RAMOS

 Nazaré - BA (chamada de Nazaré das Farinhas)

Nazaré - BA (chamada de Nazaré das Farinhas)

sábado, 9 de maio de 2015

DOWNLOAD FOUCAULT


Os livros de Michel Foucault para download.

http://geffoucault.blogspot.com.br/p/livros-para-download.html

Já baixei a História da Loucura na idade média.

NO FINAL...


No final, todas as coisas são apenas flores numa tentativa quase desesperada de aliviar a dor da caminhada e fazer olhar para frente. E tudo, absolutamente tudo, fé, ciência, razão, material e imaterial, transformar-se-á em "pó".
Um aponta para um futuro, enquanto o outro busca incessantemente desvendar a gênese. Até o presente momento, de concreto e factual, apenas o pó...
O agnóstico apenas contempla a ambos e se entrega ao senhorio do tempo.

OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Os Quatro Cavaleiros do Ateismo



Os quatro...
Vejam em especial a partir de 58min.

Como agnóstico declarado eu não entendo esse proselitismo desses senhores a não ser pelo dinheiro que recebem vendendo livros e fazendo palestras. Para mim a fé não diz nada de mais "palpável" ou crível, mas é igualmente verdade que a ciência pouco prova. Há limites ainda impostos e talvez muitos desses jamais sejam devidamente esclarecidos.
Embora prefira o conhecimento à fé, entendo que esse também traga suas limitações...

OZEAS CB RAMOS
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