quarta-feira, 29 de abril de 2015

ALFABETIZANDO

10/01/2014


- Pai, adivinhe a palavra que eu escrevi?
E eu sei Miguel?
- MATA.
... Algum tempo depois...
- Pai, adivinhe a outra palavra que eu escrevi?
Como vou saber encrenca?
- SOL
Deixe-me ver...
No papel, um desenho do sol, e escrito:
COU.

Feita a devida correção, o sol apareceu, e logo escreveu no verso
SOLDADO.
E assim caminha a humanidade.

OZEAS E MIGUEL



OZEAS CB RAMOS
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terça-feira, 28 de abril de 2015

REFLETIR ÀS VEZES AJUDA..


Todos têm fé. Todos nos mantemos fiéis ao longo da nossa existência a algum/alguém/alguma coisa. Real ou relativo ao transcendente cada ser exerce a sua fé conforme lhe apraz.
Logo não há o que criticar quanto à fé alheia. Ela existe nessa pessoa e para ela é suficiente. Explicada, racionalizada ou não.
Os argumentos são válidos e é com ele que são baseados os convencimentos do interior/íntimo.

Para um ser pragmático, racional, cartesiano, niilista e simplista como eu, a fé se manifesta nas leis universais e naturais, na esperança com certeza que a estabilidade do cosmos se manterá. Fé nas relações pessoais. Fé baseada na razão.

Para outros tantos, maioria inclusive, a fé vem pelo assentimento (ainda que racionalizado também) dos sentimentos, pela experiência dos sentidos que transmitem uma "certeza" inabalável de que as coisas são de acordo com o que sentem. Aqui a fé é baseada nas emoções (leia antes que afirmo que essa manifestação de fé vem acompanhada da razão).

Quando alguém me diz que sentiu, eu consigo dar crédito a uma boa quantidade desses. Eu vejo verdade em suas experiências relacionadas à fé. Excluam-se os sem vergonhas que existem em qualquer área da vida. Aqui estou falando de Gente!

Encaro como verdade essa expressão pública e acalorada da fé. Eu penso que ele experimenta mesmo aquilo que diz.
E aí você me pergunta com presteza: - Por que então você não sente motivado a responder a essa fé que até diz admirar?

Eu entendo e aceito que essa pessoa valorize a sua experiência. Entendo que haja honestidade em sua vivência, mas não é o sentir um AFERIDOR da fé. Nem mesmo a razão o é. Sentir e crer piamente não transforma em VERDADE os postulados de uma pessoa mesmo que essa seja de extrema piedade. Não determina que realmente exista algo do outro lado. Eu nem mesmo creio em outro lado, alma, espírito, deus, demônio, etc.

Seria necessário mais que por crença em um bocado de enunciados tidos oriundos de certa divindade...

Para lembrar:
Tomados apenas os principais grupos religiosos no mundo, os 3 maiores, há uma probabilidade que 66% dos fiéis serão condenados ao INFERNO.
Basta que seja visto pelo ponto de vista de um dos lados, 2/3 estarão condenados...

Refletir às vezes ajuda...

OZEAS CB RAMOS
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DIAS PASSAM AÇODADOS

06/01/2014

Meus dias passam açodados
Meus pensamentos voam
Tenho alma traquina, inquieta
Viajo para tantos lugares, tempos e mundos
Nas volto constantemente ao passado
Ele ainda está comigo.
Encontro-me a todo instante nesse ir e vir.
Só a minha retórica é nova.





Só a minha retórica é nova
E renova-se a cada manhã
Basta que passe um vento
A sua brisa em mim!



OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Nico & Vinz - Am I Wrong [Official Music Video]



Para ouvir, ler e pensar!

"Am I Wrong
Am I wrong for thinking out the box from where I stay?
Am I wrong for saying that I choose another way?
I ain't trying to do what everybody else doing
Just cause everybody doing what they all do
If one thing I know, I'll fall but I'll grow
I'm walking down this road of mine, this road that I call home".

NOSENSE


Estive revisando conceitos. Vivo revendo e revirando meu entulho.

Meu niilismo só encontra um certo grau de alinhamento com alguma coisa do budismo, enquanto essa "doutrina" nada diz sobre o passado (excetue-se a parte do brahmanismo) e não aponta um futuro além morte. Ou seja, enquanto trata do escopo físico e diária da existência humana.

Presume a felicidade como sendo um bem a ser alcançado e vivido aqui. Não exclui a realidade do viver cotidiano e ensina "meio sem querer querendo" que não há uma divindade a ser seguida e/ou temida.

Não compreende nem mesmo o aceticismo como válido, embora não condene quem assim deseje viver. Aliás não condenar é uma práxis budista.

Aponta sem fundamentalismos que se busque a si mesmo mas não torna o homem o centro de tudo. Tudo é tudo. Tudo está em tudo.

Talvez por esses e outros fatos muitos se permitam viver uma outra crença (até ocidental) e paralele conviver com a prática do budismo.

Penso que as minhas convergências fiquem por aqui.

Continuo rejeitando a fé histórica e ainda mais com esse fundamentalismo exacerbado dos últimos trinta anos. Encaro a finitude e o acaso como naturais e é com essa "fé" que sigo...

Sou dos poucos que você conheceu/conhecerá que tenha cometido tantos erros. Beijei a estupidez e em seu ombro recostei a minha ignorância... Pago caro por esses erros todos, mas não irei estupidificar os meus dias finais.Quero ser melhor... Irei ser melhor! Porém, jamais, por uma via religiosa/religiosidade. Porque isso é para mim: NONSENSE.

OZEAS CB RAMOS
27/04/2015

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Ozeas Ramos

DEUS UM DELÍRIO, O VÍRUS DA FÉ - Dawkins



Questionar a fé alheia não traz luz e nem dá respostas para as questões que ambos jamais poderão responder. Argumentos corretos como aqueles que são apresentados pelo Dr. Dawkins não mudam a percepção dos religiosos pois as  questões que serão levantadas na contramão e que a ciência que ele representa igualmente não encontrará respostas satisfatórias.
A fé diz pouco. A ciência também.
Vejam com olhar crítico, qualquer que seja a sua opinião...

OZEAS CB RAMOS

domingo, 26 de abril de 2015

VAI ENTENDER?!?

Chega ser engraçado, inusitado:
Sou muito criticado exatamente pelo que mais sou elogiado!
Vai entender?

OZEAS RAMOS

sexta-feira, 24 de abril de 2015

PALESTRA - TEMOR E TREMOR - LEANDRO KARNAL





Compartilho mais uma palestra do Leandro Karnal. Essa sob a tutela do livro Temor e Tremor do filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard que foi publicado em 1843.

Ambos, o livro e a palestra mostram-se importantes para serem lido/assistido. A contextualização do Leandro como sempre é um destaque.



OZEAS CB RAMOS

PALESTRA - OS VELHOS E OS NOVOS PECADOS - LEANDRO KARNAL



Para aqueles que tiverem tempo e interesse em uma das melhores palestras de Leandro Karnal. Um historiador brilhante, contextualiza sem excessos os pecados, humaniza com uma noção atual o modus operandi de nossa sociedade.
História - Sociologia - Teologia aplicada - Filosofia.
A apresentação não traz caráter religioso nem antirreligioso.

Convido os amigos para assistirem com atenção redobrada.

DISSE AMO-TE


Escapou
Sem querer
Ato falho, ato findo.
Eu disse: Amo-te.
Meu querer-te
Muito
Em descontrole em mim
Amo-te desde outrora
Quando havia despretensão
E ainda distancia
Do tempo primevo
Digitado
Fascínio em sedução
Traído pelo desejo
Revelado

OZEAS RAMOS
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

ESPERA


Eu vejo o silencio
que há em teu olhar
e ouço os horizontes
nos vórtices cinzas
em tua fronte.

E saiba tu,
o que agora te avilta
ficará na próxima curva
da manhã...
Inda antes do sumiço
da densa neblina.

Como és cintilante
breve brilhará teu sol.

Aquieta teu coração
e espera...
E floreia teu coração
com brotos tenros
de viçosa esperança!

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 22 de abril de 2015

NA HORA ULTIMAR



NA HORA ULTIMAR


Que permita essa minha vida
De insanas folhas riscadas
Ver a última gota da tinta vermelha
Dessa quase finda caneta
Fugaz.

Tendo às mãos tantos rascunhos
E ainda um último brote
Desse peito em chama
E irrompa uma lágrima
Final.

Inda fôlego recobre
E meus olhos reclamem,
Ante o farol dos teus,
Um derradeiro dizer
Adeus.

E que esse coração insensato
Não cale vazio solitário
E a força não falte
Nem mesmo na hora
Ultimar.



OZEAS CB RAMOS



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terça-feira, 21 de abril de 2015

FEIRAS, MERCADÕES E PRAZER

Feira livre em Ituaçú-BA

FEIRAS, MERCADÕES E PRAZER


Uma das vantagens que a leitura traz, dentre tantas, é que a gente vai percebendo que a loucura que pensa possuir não é assim tão loucura, tampouco exclusiva. Dá até para não se achar tão diferente, sendo pobre, pois se rico fosse seria excêntrico.

Mantenho um hábito que cultivo como se fora um hobby. Traz um prazer que não dá para descrever. É coisa do sentir.

Eu adoro ir a mercados e feiras. Creiam que em uma das minhas idas à capital paulista eu coloquei como objetivo visitar o Mercado Municipal. Havia interesse e concretizei visitas em pontos turísticos como Museu do Ipiranga, etc. Mas o Mercado exercia um fascínio e aguçava a curiosidade. Vi algumas reportagens feitas em seu interior e desejava conhecer. Era tudo o que eu imaginava e um pouco mais. Recomendo. Também visitei uma no bairro Guarani - a primeira atividade após guardar as malas foi ir a feira livre comer pastel e beber caldo de cana.

Mas não só aos mercados desse porte. Visitei as feiras livres em quase todas as cidades que conheci. Faço isso como uma rotina já implementada.

Gosto do ambiente. Gente simples e muito interessante. As coisas diferentes que chamam atenção estão a cada passo. As comidas são um capítulo aparte. E gosto do ato de fazer a feira. A compra de cada item, a negociação e escolha. É como um passeio divertido e prazeroso.

Em Salvador foi revitalizado o mercado do Rio Vermelho. Estacionamento e um bom número de lojas com os mais variados produtos de feira. Uma praça de alimentação justifica uma visita mesmo para quem não for às compras.

Como estou lendo um livro de Rubem Alves, encontrei um trecho e compartilho aqui. E agora não sinto ser um doido solitário. Ao menos nesse quesito existe pelo menos mais um...

Mercado municipal São Paulo






PEQUENOS PRAZERES

Rubem Alves - Do universo a jabuticaba.


"Um dos meus prazeres é ir a mercados e feiras. Não os mercados modernos, higiênicos, solitários, mas mercadões antigos, aquela confusão de tipos humanos, confusão de cores e cheiros, confusão de vozes.

Numa viagem de turismo é preciso separar pelo menos uma manhã para visitar o mercadão. Mercadões ou feiras, são a mesma coisa, pontos de encontro de amigos, pois as mesmas pessoas estão sempre lá, nos dias e horas certos".


Feira livre do São Joaquim - Salvador-BA


Outra postagem sobre FEIRA LIVRE:
http://rascunho1966.blogspot.com.br/2016/04/maxixada-com-leite-de-coco.html






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segunda-feira, 20 de abril de 2015

SÓ O TEMPO [Paulinho da Viola]




Para relaxar...

"Por isso eu deixo em aberto
Meu saldo de sentimentos
Sabendo que só o tempo
Ensina a gente a viver"...

REENCONTRO


Um intervalo de tempo
que os separava há muito.

Um hiato interminável
e o reencontro inaudito
que ultrapassa as fronteiras
dos desejos e das paixões
de corpos sedentos de gozo
para o ancoradouro dos silêncios
aonde dois pares de alegrias
refletindo a luz um do outro
poderão finalmente se olhar.

OZEAS CB RAMOS

"Para ser boa, a beleza exige, pelo menos, dois pares de olhos tranquilos se olhando, dois pares de mãos amigas brincando, e bocas de voz mansa sussurrando..."
Rubens Alves

domingo, 19 de abril de 2015

ESCREVENTE DAS METADES


desde que se quebraram os odres
e derramado meu vinho raro
tenho contado as minhas lágrimas;
aquelas que consigo suportar.

varro o pó das alegrias tolas
e acrescento um bom punhado
de sonhos recrudescidos.

sendo a maneira que encontrei
para equilibrar as receitas
foi escrevê-las em florilégio
com pitadas de todos os cantos
e encantos de todos os contos.

ou acha você, que estão aqui
derramadas todas as minhas dores
e narradas em verso e prosa
o calhamaço das minhas alegrias?

sou escrevente das metades
em especial sobre aquelas que,
somadas, não formam um inteiro.

OZEAS CB RAMOS
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sábado, 18 de abril de 2015

INEFÁVEL DOCE



INEFÁVEL DOCE

Toca o teu clitóris
A minha língua aguçada
Pelo elemento viciante
De teu inefável doce.

Mas o faz com reverência
sacrossanta,
como quem alcança o imaterial.

Transcende de ti o meu gozo
quando abres as portas
de teu céu.

É em teu veio
que eu encontro a seiva
que me traz a vida!

OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 17 de abril de 2015

AD INFINITUM

AD INFINITUM


Não gosto de nada AD INFINITUM
O eterno é contrário à natureza
Somos efêmeros
Embora isso me consuma a alma.
Também não creio ter uma
Nem espírito habita em mim.
Apenas possuo o “espírito grego”
Amo filosofar, discutir
Mas apenas por um pouco de tempo
Porra! Só corpo e ainda mortal?
Miserável corpo de morte!
É assim que sou
Sou pó que se fez poesia
Até que chegue um fim...

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 15 de abril de 2015

PALAVRAS

PALAVRAS


Somos da mesma essência dos ventos
Isso ela me disse.
E como folhas de um mesmo galho
que ao sabor da ventania se tocaram
e criaram sonhos...
assim nos encontramos.
E como amamos as palavras
Dentre elas: amo-te!
Nós que somos palavras, eis o que somos
Como o verbo em nós
Também fazemos amor de almas!
Criados assim para sermos felizes
Com o amor que o vento levou...

OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 14 de abril de 2015

TUAS ONDAS

TUAS ONDAS


Quero sintonizar teu corpo
Ao meu
Em todas as tuas ondas
E eternizar a nossa paixão
No mar!

OZEAS CB RAMOS

segunda-feira, 13 de abril de 2015

SOU BASTO



SOU BASTO

Para que inferno
Iria eu desejar um céu?
Já tenho aquilo que baste:
Sou basto de basta.

OZEAS CB RAMOS

29/10/2014

29/10/2014.
São Luís - Maranhão

Eu desejei esvaziar a caixa preta que havia em mim. E o fiz durante esses últimos anos rascunhando, escrevendo, publicando. Passei por três fases que se complementaram. Cada fase corresponde a um ano, até que, vazio de mim, vi novos sonhos florescerem. São esses sonhos que me devolveram a vida. A vida floresceu! Renasceu onde só havia terra árida.

Mudanças, mudanças e muitas mudanças durante esse período.
Briguei e venci a solidão. Superei esse monstro danoso que só me fez cometer ainda mais erros, até vê-lo partir.

Nesse caminhar deixei para trás muitas pedras que eu carregava sem nenhuma necessidade. O que me aliviou possibilitando retomar meu seguir. E assim o fiz. Estou de volta e na estrada.

Por esse tempo fiz novas e boas amizades. Reverencio cada um desses companheiros, mas quero destacar um valorizando com ele todos os demais: José Barreto. Um ser humano sem igual. Desses sobre quem eu digo e repito que deveriam ser eternos para que novas gerações tivessem a mesma sorte de conviver com eles. Esse cabra não é o tipo perfeito, sem erros, não é. Ele é bom. Tem a alma boa. Sabe o conceito de bondade, que se mistura com tantas outras qualidades? Essas qualidades todas se encontram nele. E eu, tive a sorte de conhecê-lo e dele ser amigo.

Busco ainda uma relação mais positiva com minhas três crias. O amor é o mesmo, e só aumenta dia a dia, mas agora quero aprender a entregar esse amor de uma maneira que faça bem para eles. Não conseguirei apagar as marcas de meus erros, mas quero poder cobrir essas tatuagens com novas cores, novos desenhos, novos temas...

É assim que passei a experimentar algo diferente, desconhecido a mim: Paz. Como é bom viver em paz. Sem inimigos à espreita, ou ainda sem atirar antes e perguntar depois.

Vivo esse novo momento. Leve, em paz, de volta a estrada... Mas ainda assim, sinto vontade de continuar escrevendo meu caminhar. O prazer de rascunhar agora é acompanhado de um estado de felicidade sem igual. E é assim que eu desejo seguir...

OZEAS CB RAMOS

domingo, 12 de abril de 2015

SAUDADE



SAUDADE

Ajuntei todas as letras
Precisava desenhar palavras
Compulsando pensamentos
Fugidios de mim.
Esses são verdadeiros
Em sua constante infinda
Posto que, em todo tempo
Procuram unicamente por ti
Enquanto eu, aqui
Mergulho nessas mesmas letras
E só rascunho a palavra
SAUDADE.
.
.
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sábado, 11 de abril de 2015

A QUEM DERA

Imagem da Net


A QUEM DERA

A quem dera
A quem dera amor?
A quem me dera
A quem?
A quimera
Amor
Ah, quem me dera amor...

A quem dera
A quem dera amar?
A quem me dera
A quem?
A quimera
Amar
Ah, quem me dera amar amor...


OZEAS CB RAMOS
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sexta-feira, 10 de abril de 2015

QUANDO O SOL NÃO SE PÕE...

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O dia hoje foi tenebroso, cinzento, chuvoso e até um pouco frio. Instantes em que a chuva respingava telhado abaixo aumentava um desconforto em um corpo quase velho querendo gripar.

Li de alguém que estava "cinzento: lá fora e aqui" e fiquei pensativo "cá com meus botões"... Como o dia podia estar assim para alguém que brilha como o sol, cheia de energias reluzentes tanto quanto o astro-rei?

Divaguei nesse delírio e foi quando me lembrei daquele que não dera o ar da sua graça: o sol.

Com um dia assim haveria de sentir a sua falta. Nós que moramos na terra da alegria e do sol não acostumamos sem a sua presença, ainda que por um pouco de tempo.

Encontrei um rascunho escrito a caneta, numa página em que havia dois poemas. O texto escrito tratava de um dia de sol moroso em se por.

Reproduzo abaixo. Seguem fotos (imagens da Net) que ilustram cada um dos lugares citados, todos na Cidade do Salvador-BA.


QUANDO O SOL NÃO SE PÕE...

Às vezes parece que o sol se esquece de ir; chega a hora e ele ainda reina soberano. O horizonte se abre para recebê-lo e nada dele. A lua coitada, que de qualquer modo vive sob seu reinado, não contente em esperar em demasiado por ele aparece e dá o ar de sua graça. Ela também que brilhar.

Aí então o dia fica mais cumprido, esticado e mais bonito. E não estou falando do horário de verão. Não! Um belo e impávido dia de verão como tantos outros dias, só que em alguns deles o sol teima em ficar um pouco mais.

Em Salvador-BA existem alguns bons e singulares pontos para apreciar o por do sol ainda mais especial quando ele teima apático em si esconder.

1. Ponta do Humaitá. De onde se pode curtir a Baía de Todos os Santos ao nível do mar.
2. Solar do Unhão. Também ao nível do mar da mesma Baía.
3. Elevador Lacerda. Do alto, na cidade alta.
4. Farol da Barra. De onde oceano aberto e Baía estão abraçados.

Que para você o sol brilhe todos os dias, ainda que cinzentos... Torço para que sejas muito feliz!

OZEAS CB RAMOS

EM TOM MAIOR



EM TOM MAIOR

Minha vida agora precisa
de uma nova música
Uma melodia original
Já não suspiro por uma nota só
Quero acordes em tom maior
De uma sinfonia orquestrada
Que agora tem na clave um sol
E eu, maestro de mim.


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quinta-feira, 9 de abril de 2015

10 DE ABRIL - CENTÉSIMO DIA DO ANO



10 de abril de 2015 - 100º dia do ano!

Dia para iniciar uma boa leitura!!!

SUGESTÕES:

1. Os cem melhores contos brasileiros do século
2. As cem melhores crônicas brasileiras
3. Os cem melhores poemas brasileiros do século

Vamos ler!!!

OZEAS CB RAMOS
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terça-feira, 7 de abril de 2015

LEITURA DO POEMA - A PAIXÃO É UM TROÇO VIU



A PAIXÃO É UM TROÇO VIU!?!

A PAIXÃO é uma efervescência com desassossego, que cria um turbilhão de emoções mesmo em um copo com água parado sobre uma mesa inerte.

É como um "valha-me nosso sinhô" sem rezas, sem crenças e sem santos!

Torna-se um "ser", uma criatura com vontade própria dentro da gente. Como um goa'uld.

Incomoda o juízo, que, quando é pouco por natureza, fica ainda menor. Atrapalha e desorganiza as entranhas. O desinfeliz apaixonado não raras vezes perde o apetite e o sono. Fica abestado olhando para o nada e preocupado com coisa nenhuma.

A PAIXÃO tem a nobre missão de cegar o entendimento e as vistas. Se essa última for turva, deixa sem recuperação.

Inverte as noções todas. Se feio (a), alinda qualquer vivente. Se pobre, dá pra viver de amor. Isso sem falar que rejuvenesce e deixa na tenra idade.

No dizer nordestino que sou: A PAIXÃO é um troço, viu!?!



OZEAS CB RAMOS
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JUJUBAS



JUJUBAS

É mais fácil encantar-se por você
Do que gostar de jujubas.
E eu já gosto de jujubas...
Você tem ideias consistentes
Alma colorida
Faz sorrir com doçura.
Você atrai...
E não dá vontade de largar...
.
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OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 6 de abril de 2015

DIREITO DE OPINIÃO, BIZARRICE, INSENSATEZ OU O QUE?


DIREITO DE OPINIÃO, BIZARRICE, INSENSATEZ OU O QUE?

Desde a semana passada que leio nos jornais online uma coisa, no mínimo, estranha. Morreram duas pessoas, mas que tiveram seus "eventos" (propositalmente entre aspas) transformados em foco pela imprensa e redes sociais.

Uma criança de dez anos é assassinada por integrante da Polícia Militar no morro do Alemão-RJ. Cai um helicóptero e dentre os ocupantes (cinco) que perderam a vida estava um jovem, filho de um governador-SP. Vidas distintas em todos os sentidos com finais trágicos e que não se ligam a não ser pelo fato das vidas ceifadas, cada um de um modo, deixando em comum apenas a dor. Uma perda irreparável para um pai e uma mãe. Uma dor para toda a família enlutada precocemente. Fomos criados para seguirmos antes deixando os filhos como geração que nos sucede. Não como ocorreu nesses casos. Quem vive com a sombra de perder um filho com diagnóstico de doença crônica, incurável, mais ou menos entende o que esses familiares estão passando. Entende apenas pela sombra que os rodeia...

Daí surgiu uma saraivada de opiniões, disparadas como uma metralhadora, para todos os lados. Questões relevantes sim, nesse bojo, colocadas lado a lado com questionamentos até dos sentimentos de ambas as famílias.

Vivenciamos um país que a cada dia vê aumentar a insegurança, criminalidade e mortes. Pobres, periféricos sociais, negros jovens principalmente sendo executados pelo aparato do estado. Um avanço monstruoso da marginalidade alavancado pelo tráfico de drogas e de armas. Mas daí agredir com comentários ás famílias é de uma monstruosidade incomensurável.

Disparados contra a família do garoto que eles, e, por conseguinte seus vizinhos no morro eram cúmplices e coligados com as facções criminosas. Como se todo pobre, morador de uma área mais pobre, fosse por tabela, traficante e criminoso.

No outro caso desprezavam a dor pelo fato da família ser rica, proeminente socialmente e de políticos. Como se a paternidade/maternidade e laços de parentesco devessem ser desprezados numa hora como essa; isso pelo entendimento de alguns.

Essa dor que ambas sentiram, só quem já perdeu alguém, independente de quaisquer questões, é capaz de entender. Entender e solidarizar com essas famílias.

O importante foi que o país perdeu uma criança e um jovem, como tantos outros estão diariamente aumentando a estatística de mortes prematuras e muitas delas sem sentido algum... enquanto uma parcela dessa sociedade limita-se a tecer comentários alheios à dor.

Seria isso direito de opinião, bizarrice, insensatez ou o que?


OZEAS CB RAMOS

CAFÉ COM AMOR



CAFÉ COM AMOR

Há pouco, fiz meu café
Como quem faz amor
Preliminares, meio e fim.
Tudo, enfim. Como o amor!
Com o açúcar, o doce
O quente, a paixão
Do beber, o sexo.
Melífluos, café e amar.
Fui ao clímace.
Acorda! Vem!
Vem tomar café comigo!


OZEAS CB RAMOS

domingo, 5 de abril de 2015

OVOS SEM PESACH


Por aqui vivemos sem PESACH, embora não dispensemos seus ovos... Ainda temos dois para criarmos as nossas estórias durante esse longo dia curto. Agora pela manhã chove um dilúvio com intervalos senoidais, e quando parar, o tempo será nosso. Como sempre foi, só nosso!

- Pai, estou feliz em te ver. E você?
- Eu?
- ...
Eu imito o tempo lá fora...

OZEAS CB RAMOS

EM CONSTRUÇÃO...



EM CONSTRUÇÃO...

Pelo adiantando do tempo deveria ser uma grande reforma; dessas tantas que se fazem necessárias ao longo da existência. Mas não o foi. Era preciso construir do nada. A velha morada fora desenhada pela estupidez haveria de ser levada ao enfim. A ruína já não servia ao que fora destinada.

Comecei derrubando-a. Tudo teve que ir ao chão, sem deixar nem uma estaca em pé. Em cada etapa uma dor. É como um ato cirúrgico em que o médico o faz sem pestanejar porque entende que é a única coisa a ser feita. Põe a razão sobre qualquer sentimento; mesmo com a dor momentânea, sabe que é para o bem que o faz.

Uma vez tudo ao chão, era mister tratar do entulho. Os escombros são o que são: resto. E têm que ter destinação. Quem guarda entulhos, carrega um fardo desnecessário ao longo de sua existência. Nesse caso, como não serviram como morada, não haveriam de ter utilidade nem como entulho. Havia nesse meio as velhas pedras que por anos carreguei e que agora não tinham mais nenhum significado. Tudo teve que ser posto fora. Pá por pá. Pedra por pedra. Até o pó. Tudo foi sendo destinado...

E como a vida tem as suas particularidades, o que não tem serventia para uma morada, pode servir a outrem. De qualquer modo, o seria em outro lugar.

Posto fora toda caliça, deu-se o tempo certo para construir! Porque na vida as coisas acontecem mesmo no devido tempo. Como já disse anteriormente: o único senhorio que conheço – o Tempo.
Olhar o lugar-vazio causa dor antes que estranheza. Se gasta um tempo sobrevivendo às lembranças. As imagens ficam gravadas na memória e elas teimam em reconstruir o mesmo ambiente. É custoso tomar ciência de que não há mais morada (se é que algum dia houve). Aqui está um momento nevrálgico! Diria mesmo ser paralisante esse instante de contemplação. E tem que ser feito. É importante olhar de frente mesmo que escombros...

O melhor lugar para construir (antes que qualquer outra coisa) é um lugar vazio. Terraplanado, limpo, sem resquícios da velha construção. E também sem os velhos moradores do lugar. Desprovido dos pertences, das lembranças, das dores, de tudo. O que em um instante significa muito e convoca as reminiscências todas, e até cria a avalanche de sensações, é noutro momento, apenas um lugar vazio. Irreconhecível.

O caos antes de transformasse em algo útil é tenebroso. Por isso chama-se caos (tohu – sem forma e vazio). O antes e o agora se cruzam constantemente. As coisas boas da antiga morada, os muitos erros cometidos, os vícios na construção; tudo vira fantasma que precisa ser exorcizado. Há que racionalizar tudo. Se nada mais será como antes, que se faça tudo novo como um bereshit (princípio, gênese).

Eis o novo terreno e com ele uma enxurrada de planos, novos sonhos, desejos não concretizados e deixados de lado pelos anos. Rabisquei uma nova fachada para aquilo que será um novo ambiente. Tudo deve ser novo. Criado novo. Foi aí que eu quase cometi um erro capital. Pensar na velha vizinhança, nas velhas desconfianças. Como reagiriam aqueles que conheceram a velha construção? Foi a tempo que abandonei essa preocupação. Se há aqueles que lembrariam tão somente da destruição, haveria outros que contemplariam a nova morada. A nova casa diria respeito apenas a mim.

Ainda me encontro na etapa do planejamento. Há um esboço e só. Os planos mudam e são alterados a uma velocidade surpreendente. Novos conceitos devem ser implementados. Novas técnicas absorvidas e utilizadas. Novos materiais precisam ser descobertos e usados aqui. Por isso a demora é até proposital. Tudo deve ser preciso, mensurado a fio. Mesmo porque não há recursos nem tempo. Se correr, aumento o risco de novos erros e, se errar muito, diminui o tempo que terei para curtir a nova casa. Uma equação de difícil solução.

Tenho muita sorte de poder construir a essa altura da vida. Maior a sorte tanto maior a responsabilidade. Quantos não tiveram a mesma oportunidade por diversos motivos? Entendo aqui que não será a casa ideal, tão somente a possível. Não será a que muitos construíram ao longo dos anos, será a minha. A casa que trará orgulho aquele que a construirá.

Por isso peço licença aos vizinhos antigos e aos novos parças. Não vejam esse recolhimento como egoísmo. Construir requer diligência e foco. Reconheço que poderei contar com muitos para o adjutório que fizer chamado. E será com vocês mesmos que ao final, se o tempo permitir, celebrarei minha nova moradia.

Ando em construção!




OZEAS CB RAMOS

DEPOIS VÁ


DEPOIS VÁ

Há quem não mereça nem um olhar
Então não lhe ofereça o coração
Nem lhe dê a sua alma
No máximo seu querer
Fugaz
Momentâneo
E depois vá.
Sem sequer olhar atrás!


OZEAS CB RAMOS
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sábado, 4 de abril de 2015

ECONOMIZE-SE



Lembre-se que estamos em um período em que a falta d'água é um problema. Não se consuma fazendo tempestades em copo d'água.
Economize-se!

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ATALHOS



ATALHOS

Não crie obstáculos
Nem os deixe pelo caminho
Quando o que você mais desejar
Seja que o outro encontre teus atalhos!


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sexta-feira, 3 de abril de 2015

EPITAFIO




EPITÁFIO

O meu amor não morreu
O meu amor vive
Apenas o gravei em epitáfio
Dentro de mim.
Quem morrera, eu
Quando amei mais ao vento
que a mim mesmo
E atrás dele segui...


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quinta-feira, 2 de abril de 2015

PRIMEIROS PENSAMENTOS



PRIMEIROS PENSAMENTOS

Ora Rua Direita
Ora Rua Direta
Meu andar, meu seguir
Meu ir e vir
Minha dialética interior
Da filosofia ulterior
Das questões últimas
Das soluções múltiplas
Daquelas sem solução
Da alma, do coração
Ela testemunhou meus pensamentos
Quantas vezes...


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quarta-feira, 1 de abril de 2015

VENHA AMOR



Venha amor
Avance as tuas linhas
Cruze teu equador
Desalinhe teus meridianos
Inverta teus pólos
Ouse querer mais
Liberte teus sentidos
Venha amar.
Aqui,
Sou todo desejo por ti.


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