sexta-feira, 20 de março de 2015

MENESTREL SOLITÁRIO


MENESTREL SOLITÁRIO

Como um desdém
Que descobriu os sonhos
E escondeu a todos
Na recôndita torre
De seu castelo de areia
Próximo ao iracundo mar.

Como um alguém
Que construiu a paixão
Em alicerces de pedra
Por entre densas dunas
De um árido deserto
Que criara para si.

Como um ninguém
Que se alimentou
Das sinceras ilusões
De amar ao vento
Pelas estradas da vida
E por elas seguiu...

Enfim, um menestrel
Solitário e visceral
A abstrair devaneios
Do horizonte sem fim
De onde estaria o amor
Que ainda não encontrou!


OZEAS CB RAMOS
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