sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

DELE A POESIA, MEU O ESCREVINHO...



Ah! Se um dia poeta for, gostaria de sê-lo como o Manoel. Aquele mesmo de muitos barros. De terra, de gente, de chão, de céu, de rio, de vento, de moleques, de estórias e tantas outras coisas.

"Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão
Antes que das coisas celestiais." MB

Que lê a sabedoria simples, da vida simples, da gente igualmente simples sempre em seu derredor. Sabedoria que está deixada ao alcance de todos, mas que, apenas gente como ele (poeta ou louco) consegue alcançar e em palavras expressar.

“Poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina”. MB

Eu queria ser como o Manoel que cultua as palavras. Não as usa. Deixa-se usar por elas e as ama por inteiro. Mas que se mantém humilde, e aceita com resignação que por elas é dominado cotidianamente.
O Manoel sim, poeta. Poetas dos baum... Que emociona, alegra, faz pensar com seus escritos.
Quem dera meu velho poeta admirado que assim como você, eu que igualmente gosto de pedras (doidera essa), um dia, ainda que um dia apenas, eu consiga a sorte de nada entender, nada alcançar...

"Tentei descobrir na alma alguma coisa mais profunda do que não saber nada sobre as coisas profundas.
Consegui não descobrir." MB

Eu, Manoel, apenas leitor, amo teus versos. Até mesmo aqueles que não consigo alcançar. Pois sei que neles há a mais pura essência da vida. Há beleza, pureza, verdade... Por hora Manoel eu sigo apenas lendo e rascunhando. Eu que apenas escrevinho...

"Poesia é voar fora da asa." MB

Voe Manoel de Barros... Manoel Poeta de Barros.


OZEAS CB RAMOS
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