quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

AS NUVENS DESSA VIDA MAOMENU (mais ou menos)...



AS NUVENS DESSA VIDA MAOMENU (mais ou menos)...

Estou ainda mais chato. Ando cheio de aforismos. Disso decorrem a todo instante um nascedouro de proposições com suas derivações e conclusões. Meu velho eu filosófico insiste em não envelhecer e nem pretende morrer antes de mim...

Porque afinal a vida não é justa. Acabo por chegar a essa conclusão. Ela é apenas do jeito que tem que ser...

Aceitar esse fato com dogmatismo não afeta quem eu sou ou o que penso dela. Ela é como uma entidade à parte da minha própria vida. Também não traz consigo a piedade que pode ser mal entendida como auto-piedade. Não depende de mim. De meu querer, vontades, desejos, sonhos... Ela É por natureza, ela É assim. Como não encontro em nenhum outro campo das angústias humanas nenhuma explicação que traga um novo olhar, prossigo então com a racionalidade meramente abstrata disso tudo. Nada há que altere esse meu pragmatismo iniludível.


Não vou arrumar minhas malas agora. Continuarei admirando as nuvens que passam por sobre a minha cabeça e olhar, alterando a cada instante a paisagem do lado de fora dessa janela. Só as nuvens conseguem entender e digerir esse meu pensar difuso!

OZEAS CB RAMOS
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