segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A CRISE POLÍTICA ATUAL TEM UM ÚNICO CULPADO: EU!

Abro páginas dos principais portais do país e encontro cotidianamente uma enxurrada de descalabros. É uma onda de escândalos de corrupção sem precedentes, na maioria constam “acusações infundadas” cuja verdade relativa a cada uma “virá à tona em breve”, sem falar no silêncio agora habitual dos acusados que equivale ao antigo “não tenho nada a declarar”. São tantos milhões desviados de erário público e de caixas dois, três, etc, que fico pensando no tamanho da canjica de São João que elas dariam...
Ao lado disso nascem aqueles que “nada sabem” sobre as acusações, em que pesem as “testemunhas, testemunhos, provas, documentos, etc” e que assim compartilham com os que nada sabiam de há muito, os históricos desavisados, inocentes, imaculados...
Surgiu um novo e constante personagem nesse cenário: o delator premiado. Figura única! Igualmente corrupto e corruptor que se arrepende e agora “convertido” resolve ajudar com suas informações privilegiadas.
Nasce aqui meu aforismo: A alma humana é corrupta por natureza.
Não interessa a nacionalidade, educação, religião, crença ou cruz credo. Somos assim. O freio natural para essa característica é a penalidade ao desvio social. Lei séria, justiça séria, penalização séria. É o antídoto necessário. Enquanto homem - corrupto. E se corrupto for encontrado - cadeia!
Para tanto se faz necessário JUSTIÇA. Mas não a justiça cega, partidária, midiática como essa que temos por hora.
Um ministro do STF declarou o que Supremo já está pronto para a LAVA JATO. Que bom! Pauta livre por tantos outros processos julgados, e isso permite estarem “prontos”. Como bom baiano: Me deixe viu!
O quadro geral é:
Uma pessoa corrompe. Outra pessoa é corrompida. Uma polícia limitada. Uma justiça benevolente. Um código de leis ineficaz. Um legislativo não comprometido. Um advogado perspicaz. Um julgado livre! Simples assim.
E eu pergunto: onde está o erro nesse processo acima?
A polícia reclama que prende e a justiça solta. A justiça diz que julga de acordo com os códigos vigentes. O legislativo, nosso poder criador de leis, NADA DIZ. Estão mais preocupados com as tais emendas ao orçamento que lhes dará holofotes eleitorais em sua região de origem. Não haverei de culpá-los.
Mas assim eu fico sem encontrar o culpado. Em quem colocar o peso da responsabilidade. Porém há um culpado. E como a culpa não é das estrelas... Alguém errou nesse processo todo: EU. Quando um desses “acusados” que efetivamente cometeram crimes fica livre de uma condenação e restituição à sociedade, o culpado sou EU. Que votei em um legislador que não cumpre seu papel.
Entretanto, vou adiantando: Eu não sei de nada e nem em juízo falarei. Igualmente sou “inocente” e posso provar...
A justiça é cega porque eu sou cego. O legislativo é inoperante porque eu assim o sou. E enquanto assim for, “vá em paz, eu também não te condeno”.
OZEAS CB RAMOS
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