quarta-feira, 28 de agosto de 2013

LADOS DA MOEDA



Ao lado da história
Caminha a verdade.
Algumas vezes (raras) se tocam,
Até andam de mãos dadas.
Noutras até se confundem.
Na maior parte do tempo
Caminham paralelas.
São duas personalidades. São distintas.
Para conhecer a história verdadeira
Temos que trilhar, com a mesma intensidade,
Os dois caminhos!
Pois,
aquilo que eu vejo pode não ser a história verdadeira e,
aquilo que eu ouço, pode não ser a verdade da história!

OZEAS RAMOS

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O GOL


Ozeas Ramos

Buscou apoiar-se
Pé fincado
Base preparada
Chegou a hora, sua hora.
Seria destra nessa arte
Chute forte
Pelo meio
Planejado por anos
Aquele momento
Era fria
E fez seu intentando gol
Certeiro o chute

Eu agora estava na rede
Caído no fundo
Via aturdido que havia festa
Não tinha mais o que fazer
O jogo estava encerrado
Não ouvi choros
O único derrotado era eu
Restava-me o tempo
Ficar em meu canto
E murchar.

OZEAS RAMOS

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

SEM ALMA


Não nasci com uma alma
Adaptada para a mesmice.
Até penso não ter alma!
Outras vezes nem penso!
Será por isso que teu céu não me atrai?

OZEAS RAMOS

domingo, 25 de agosto de 2013

SE AMANHÃ FOSSE ONTEM


Alguém saberia responder?

OZEAS RAMOS
ozeascbr@gmail.com

sábado, 24 de agosto de 2013

LINDA FLOR


Sinto falta das flores
Das flores que plantei
Das flores que reguei.
Houve flores que não colhi!
Sinto a falta de tua primavera
De tua cor
De teu cheiro
De tua beleza
Sinto tua falta linda flor...

OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

DEVANEIOS



DEVANEIOS

Minha finitude me consome os dias
arrastados pelas nuvens que passam (sempre passam)
levados pela força dos ventos
"o vento sopra aonde quer"...
Minhas marcas de expressão já não dizem nada
Há quem diga apenas, por elas, que eu estou ficando velho.
Eu não acho! Ainda me masturbo tanto quanto fazia aos 12, 13, 14 anos.
Meus sonhos cansados pela longa espera
Resolveram e me abandonaram (leprosos desgraçados).
Quase todos se foram, menos um.
Em meio aos devaneios sonho com a imortalidade.
Traduzida aqui como infinitude.
Meu atributo divino. Afinal, enquanto vivo, sou deus em mim.
Divindade alcançada quando pela palavra sou igualmente criador.
Logo, escrever não faz de um poeta. Tão somente um deus.
Se você leu até aqui, é provável que eu tenha alcançado.
E agora eu me encontro em você.

E assim, você é agora parte de mim.

OZEAS RAMOS

É DESEJO INSANO




É DESEJO INSANO

Não me dês teu coração
Não saberia o que fazer
Pois amo apenas teu corpo
Teu sexo
Tocar-te excita-me a alma!
É desejo insano.
Incontrolável querer.

OZEAS RAMOS
ozeascbr@gmail.com

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DO OUTRO LADO DO VALE



A saudade é tanta...
Guardo de você apenas lembranças
De seu rosto
De seu sorriso
De seu olhar distante.

Isso ainda me consome
Ocupa-me o pensamento
Quase não lembro de mim.
Distancia ignominiosa
Querer em desvario.
Madrugada em silêncio
Desejos...
Que me aproximam do outro lado
Do imenso vale
De onde te verei novamente
Uma última vez
Ainda que ao longe
E de onde tudo será absoluto
Verdadeiro
E final.


OZEAS RAMOS


terça-feira, 20 de agosto de 2013

VENHA PARA O VALE


De que valem
criar muralhas
elevar fortificações
ficar na torre em 'vigília de armas'
se para ser feliz é preciso arriscar-se?
A felicidade, por capricho e
para ensinar-nos o exercício da busca,
está sempre do outro lado
no vale.
Há perigos inerentes à busca por ela
Sendo sempre necessário dar de si e arriscar-se.
Saia de seu forte e venha para o vale!

OZEAS RAMOS
ozeascbr@gmail.com

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

PARABÉNS ONÇA


Parabéns onça U
Feliz aniversário.
Paz, saúde e muito juízo!


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

UM BELO SORRISO

 
Ela senta sempre (quase sempre) na mesma cadeira: a última do mesmo lado das portas. Penso que escolhe esse assento para poder recostar-se. Ela reclina a cabeça para tirar um “resto” de sono durante a longa viagem. E põe longa nisso: mais de uma hora.
Quieta, introspectiva e séria. Não conversa, não socializa, nem parece conhecer muitas pessoas do horário/roteiro. Mantém semblante fechado, mas sem parecer antipática. Ela olha “sem querer olhar”... Bonita, bem arrumada, faz da simplicidade seu charme.
Quando pego o ônibus, ela já está lá em sua cadeira quase cativa. E começa seu ritual. Logo adormece, cochila. Eu não sei como consegue, uma vez que o trajeto é totalmente irregular. Buracos não faltam, e os motoristas parecem ter boa mira: acertam a maioria! Tem ainda os quebra-molas, freadas e saídas bruscas. Mas ela adormece e quando desperta de seu cochilo, pega o celular, põe o fone de ouvidos e relaxa ouvindo rádio/música.
Alguém aparentemente comum como tantos outros personagens comuns nesse ir e vir cotidiano. Mas um dia desses, nessa mesmice e repetições dos acontecimentos, ela recebe uma ligação e na hora ao atender o celular (eu estava bem de frente nesse instante), deu um sorriso tão especial, etéreo, desses que não se vê em todo momento. Ela pouco sorri, por si só já seria uma novidade. Mas aquele não foi um sorriso qualquer. Foi espontâneo, solto, que lhe embelezou o rosto. Há tempo não via um sorrir tão belo! Claro que mesmo sem ser curioso, desejei saber qual teria sido a motivação... Seja lá o que ou quem, valeu pelo sorriso!
A vida seguiu seu roteiro normal, ela voltou a seu estado igualmente normal e eu, fiquei pensando naquele sorriso que não se repetiu mais.
Que também tenhamos todos nós motivos justos para sorrir sorrisos soltos que embelezem a alma!
 
OZEAS RAMOS
 
 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

NOITE ANTERIOR

Foi esquisito.

Costumo ficar incomodado com tantas coisas/ideias na cabeça. Até parece que não cessarão motivos para rascunhar. Mas nessa noite anterior queria escrever, como todo dia faço, mas quem disse que consegui? Rascunhei algumas linhas, mas não era exatamente o que precisava por para fora, externar.

Estava em crise comigo mesmo e com a verdade que precisava exprimir.

A verdade daquele momento já havia sido descrita inúmeras vezes, por que repetir?

Eu precisava! Eu desejava! Eu queria, mas não saia! Momento parecido quando alguém me pede um texto/poema. O tal: “escreva um para mim”...

Neca de pitibiribas.

Deixei a caneta e o caderno de lado e fui dormir.  Ao menos isso eu consigo com facilidade.

 

OZEAS RAMOS

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

RASCUNHO



A vida é um constante rascunhar
Escrever, apagar, corrigir,
reescrever,
...
escrever coisas novas.
Mas tem hora que é preciso
Parar para ler o que se escreve
Entender porque se apaga tanto
Pois a folha de papel pode estragar,
tornar-se imprestável

por excesso de correções
Quando não a sua folha
(a folha de sua vida,)
Mas certamente a de alguém
próximo a você.



OZEAS CB RAMOS
BLOG RASCUNHO1966
www.rascunho1966.blogspot.com.br
www.facebook.com/rascunho1966

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

QUEM ME LIVRARÁ?


Estou cansado, minha estrada tornou-se longa.
Mais do que poderia acreditar!
Mas ela não tem curvas, é reto seu traçado.
(O infinito está logo ali, com sorte chegarei lá).
Torto é meu caminhar. Torto meu olhar.
Dou voltas sobre o mesmo ponto
E vivo a esperar
Vou e volto a lugar algum
Já nem sei o que procurar
Desejei ir de mim mesmo, “quem me livrará”?
Agora sigo pela estrada de chão
Com lama e buracos é fácil tropeçar.
Já escorreguei tantas vezes...
Aquela árvore não voltou a nascer
Esperta foi ela, que se deixou cortar
Não há quem lembre dela
Apenas eu. Eu acho.
Mas aqui também não quero ficar
Prefiro sempre seguir
Minh’alma sempre inquieta
Até quem sabe um dia me encontrar.

OZEAS RAMOS

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