segunda-feira, 29 de julho de 2013

VADE RETRO CELULAR



 
Um amigo estava com a esposa e a filha em um jantar de confraternização. Eles e mais dois outros casais. Dado momento, pede licença e levanta-se. Diz para seus anfitriões:
- Preciso sair, quero conversar, mas vocês preferem seus celulares.
Outra ocorrência fora presenciada por uma amiga. Em um local dançava um casal e o rapaz ao mesmo tempo usava seu aparelho mobile.
Pessoas diversas comentam que sentem o celular tocar sem que esteja realmente tocando. E ainda de outros ouvi que sentem o celular tocar no bolso, a perna “sente” a vibração, quando nem no bolso o aparelho está. Eu mesmo já passei por isso algumas vezes.
Ligar e/ou receber ligações. Conectar ao Facebook, olhar e-mails, mandar sms e simultaneamente ouvir música ou rádio. De tanto ficar com o fone de ouvido, já conversei (se é que se pode chamar de conversa) com o bendito plugado nos ouvidos. O pior é que as pessoas não se incomodam com esse fato.
Essas conversas/experiências me fizeram pensar em meu uso do celular. Na verdade minha dependência. Acordo e pego nele para ver se há ligações ou sms. Quem convive comigo sabe que se me ligarem durante meu sono e essa ligação não for realmente urgente... kxyz (carvalhos e nossas senhoras cheias de graças serão ouvidas)... O restante do dia só o banho me afasta dele, e ainda assim eu o levo para o banheiro. À noite ponho para carregar, mas deixo-o próximo a mim na cama.
Ele transformou-se em um ”canivete suiço”.  Além das tradicionais ele adquiriu novas funcionalidades, graças aos xing-lings. Agora é tudo em um, all inclusive. O que faz que precisemos cada vez mais do infeliz. Sua ligação com as redes sociais leva-nos ao absurdo da instantaneidade. Fotos, vídeos e mensagens são postados no mesmo instante. O resultado disso tudo é mais dependência: #meucelularmedeixadoidao.
Nesse domingo fiz um teste: deixei o celular de lado para ver por quanto tempo poderia ficar sem ele. O desejo de tê-lo nas mãos veio em poucos minutos. Como pretendo me libertar* dessa dependência absurda objetivei passar por 2 horas sem tocá-lo.  Só aí me dei conta da minha nomofobia. Mesmo sem o sinal da cruz, gritei para ele: Vade retro celular.
E quanto a você, como anda a sua relação com seu celular?

Aguardo seu comentário.

OZEAS RAMOS

* COMBINAÇÕES QUE UTILIZEI:

1 celular
1 chip
O começo...
3 celulares
3 chips
O absurdo
2 celulares
3 chips (2+1)
Menos uma bateria para recarregar
1 celular
2 chips
Evoluindo...
1 celular
1 chip
Estágio atual

O que é Nomofobia
É uma fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável estando em algum lugar sem seu aparelho de celular ou qualquer outro telemóvel. É um termo muito recente, que se origina do inglês: No-Mo, ou No-Mobile, que significa Sem telemóvel. Daí a expressão Nomofobia ou fobia de ficar sem um aparelho de comunicação móvel.
Origem
Essa expressão surgiu na Inglaterra, onde mais de 50% da população é possuidora de telemóveis e mais de 13 milhões de britânicos, em pesquisa realizada pelo Instituto YouGov para o Departamento de Telefonia dos Correios britânicos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nomofobia

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