quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

ÁGUAS


  
ÁGUAS

Há um rio de águas perenes que
correm ininterruptas.
Não dependem da estação.
Infindável verter.
Parecem eternas...
Nascituro na serra da saudade
de teu corpo
Onde o brilho dos teus olhos
iluminam cada manhã
De onde também surgem a lembrança
de teu sorriso e de teu cheiro!
Tanto deseja-te
minha árida terra seca
que aumentam a vazão.
Entretanto não posso contá-las.
Não há odres.
Nem seria o caso, pois sendo salobras
Não reproduzem vida...
Sendo a única:
Saudade!

OZEAS RAMOS

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